O Sonhos Desencontrados nunca foi um projeto. Nasceu como consequência dos tempos encantados de partilha e respeito na blogosfera. O meu primeiro espaço perdi-o para a microsoft. Nas Minhas Gavetas, assim se chamava. O meu melhor blogue de sempre.

É chegado o momento de por um ponto final neste blogue. Quem sabe dar um tempo…

Atualmente, estou em Insensato

Lá espero por vocês. Serão sempre bem-vindos.

diário

Inspiro.

Sou invadido por receios e incertezas que parecem percorrer, inclusive, o diafragma. Ultimamente, dormir não tem sido fácil. Confiar no futuro também não.

Os meus pensamentos têm sido invadidos por questões de puro existencialismo. Por muito que me esforce, continuo sem entender qual é a nossa missão no mundo, o que nos traz, o que nos leva, onde começa e onde acaba a essência de cada um de nós. Por vezes, a falta de fé assusta-me. Poderá a Bíblia ter sido escrita por grandes pensadores?

Constato que, caso a vida siga o seu percurso “normal”, um dia ficarei sozinho neste mundo cheio de gente. Sem armas, desprotegido, fruto de uma adolescência que não pedi.

Qual é o sentido e o significado que se deve impor ou desejar da vida?

diário

A ditadura perfeita photo Pense eacute graacutetis_zps2stgkv54.pngAdmirável Mundo Novo” – escrito por Aldous Huxley, em 1931Qual é a sua opinião acerca da citação?

citação

Das nossas crianças e adolescentes.

 

it takes 3

It Takes Three – Aqui

educação

O vídeo que aqui partilho é alusivo à Biblioteca Escolar da minha Escola.

O espaço é muito agradável, possibilitando a quebra de conceitos anteriormente associados a estes espaços. A ela estão ligadas professoras de EVT, HGP, ING e MAT de suma competência, as quais, nos momentos críticos dos meus últimos anos, sempre mostraram a sua amizade. Se com elas pude contar, o mesmo acontece com os jovens da minha Escola.

Aqui, os alunos podem partir à descoberta de novos mundos e estudar a qualquer hora. Por vezes, até depois do encerramento das atividades letivas. Incluindo-nos a nós, professores. Não pense o leitor que apenas os discentes estudam.  Ou seja, esta não é uma biblioteca que fecha as portas das x horas às x horas e nela há professores para apoiar os discentes. Curiosamente, a minha Escola fica perdida no distrito de Viseu, fazendo fronteira com o do Porto e de Vila Real mas constato que aqui, à semelhança da Escola onde trabalhei em Seia, os alunos têm mais apoio e recursos do que em muitas Escolas entre as grandes cidades capital de distrito. Pelo exposto, e dado o momento aqui apresentado, parece-me meritório o prémio a atribuir  pela RBE Portugal, na qual se insere, dependendo do número de “gostos” conseguidos pelo vídeo. Como tal, há que deixar um Like no endereço deste vídeo, o qual podem encontrar aqui. Conto convosco!

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artigo, educação

 

 

Letra

E se fosse contigo e se fosse consigo
Sempre tão polido até tenho um amigo
Por isso não és racista, homofóbico, purista
Por isso não és xenófobo, porco, machista
Bateste na miúda porque bebeste um copo a mais
Não é isso que te muda e ninguém gosta demais
Agora é surda e muda à frente dos demais
Tem vergonha, não pede ajuda só pensa em funerais.
Por isso observa-me, diz-me aquilo que vês
Vá-la enerva-me. Não tenhas medo ou timidez
Cor da pele primeiro, a roupa que vesti
Diz-me se sou um rafeiro ou da raça pedigree
Para mim é suficiente para ser gozado na escola
Mandarem-me para a baliza se quiser jogar à bola
Serei pequeno o suficiente, parvo o suficiente
Ou será que o problema é ser demasiado inteligente
Se cada vez que alguém sofresse
Se cada vez que alguém morresse
E tu pudesses evitar, e se fosse contigo
Diz-me e se fosse contigo
Se cada vez que alguém chorasse
Se cada vez que alguém gritasse
E tu pudesses ajudar
E se fosse contigo
Diz-me e se fosse contigo
Preferência sexual não é escolha sexual
E mesmo que assim fosse yo o que tem isso de mal
Senão estou bem no meu corpo quero vê-lo corrigido
Devo ser encorajado, nunca coagido
Queres decidir por mim boy como é que te atreves
Não conheces a minha vida boy não podes não deves
E não leves a peito por favor leva à cabeça
Antes que ela aqueça, faço-te uma promessa
Um dia essa ignorância pode-te tocar
Ya um dia essa arrogância vai se quebrar
Podes vir a saber o que é viver numa sociedade
Que maltrata as suas crianças e 3ª idade
Um peso uma medida para todo e cada vida
Direito de respeito merecido à partida
A tua ofensa lança medo e insegurança
Indiferença mata a esperança de esperança
Se cada vez que alguém sofresse
Se cada vez que alguém morresse
E tu pudesses evitar, e se fosse contigo
E se fosse consigo
Se cada vez que alguém chorasse
Se cada vez que alguém gritasse
E tu pudesses ajudar e se fosse contigo
E se fosse consigo

 

Carlão e Boss AC reencontraram-se ao fim de 11 anos para fazerem a música do programa “E se fosse consigo?” conduzido pela jornalista Conceição Lino. Aceitaram o desafio e criaram um tema que, tal como o programa, aborda várias formas de preconceito, discriminação e violência. A música “E Se Fosse Contigo” é um apelo à não indiferença.

Extraído de

Carlão e Boss AC são os autores da música do programa . (2016). SIC Notícias. Em 17 de abril de 2016 desde E Se Fosse Consigo

 

música portuguesa, Portugal

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O tempo passa.
Ficam as memórias, os porquês, as alegrias e as tristezas. Os afetos e os ódios de estimação.

O tempo voa. Durante quantos anos ou vidas não nos apercebemos de tal?  Segue-se a mágoa, o desalento e a dor.

O tempo passa e a vida nele se dissolve.
Num conto, o tempo que passa.

diário

   Atualmente, muitos dos confrontos entre os casais, na hora do divórcio, envolvem as crianças. Entre guerras pessoais, estes esquecem que estão a implicar seres indefesos marcando-os, muitas vezes, para a vida.

O grau das acusações e mentiras utilizadas por alguns dos cônjuges põe em causa o amor pela(s) sua(s) cria(s).

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   No programa Em Nome da Lei, da Rádio Renascença, em 12 de março, esta situação foi debatida. Passemos a escutá-lo e a refletir.

 

artigo da imprensa, opinião, Portugal

Há quanto tempo não ria? Não deixe de ler.

pedalo pela cidade

Um tipo está a jogar golfe e leva uma bolada forte no pénis, causando um ‘trauma muscular peniano’.
Em agonia, dirige-se ao médico:
– Doutor, veja o que é que pode fazer por mim… Vou casar no final da semana; a minha noiva é virgem e não posso decepcioná-la.
– Não se preocupe, vou tratar de si de maneira que esteja tudo em ordem para o dia do seu casamento.
Então, pega 4 pauzinhos, que habitualmente são usados para examinar a garganta dos pacientes e, com fita adesiva, consegue prendê-los ao redor do pénis, de forma a recuperar a rigidez do mesmo.
O tipo não conta nada à noiva, casam-se, e na noite de núpcias, já na privacidade do quarto, a noiva fogosa arranca os botões da blusa e mostra-lhe os peitos, exclamando:
– És o primeiro! Nunca nenhum homem lhes tocou!
Para não ficar atrás, o noivo abre a…

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desafios, republicação - reblog
Cthulhu oil painting by tentaclesandteeth - Pixabay

Cthulhu oil painting by tentaclesandteeth – Pixabay

      Como é estranho quando alguém da nossa idade, que fez parte da nossa turma na escola, parte para outra dimensão. Não procurei  aprofundar as razões ou as palavras alinhavadas pelo povo, no “diz que disse”. Neste momento, de que importa se a causa daquela morte foi natural, doença cardiovascular, problemas associados ao divórcio, à falta de dinheiro, à dependência do pai ou por cansaço de um mundo que nos mutila? O corpo já não está entre nós. Decompõe-se e prepara-se para voltar ao solo, fertilizando-o.

       Também o seu pai era duro.

      Recordo, no meu 5.º ano, quando alguém roubou o meu guarda-chuva. Um dos colegas da minha escola primária tinha assistido ao ato. Eu já estava sem ar, adivinhando a surra que o meu pai iria-me dar. Queria lá saber da chuva forte que se fazia sentir. Certamente chorei, no meio de matulões que mais pareciam meus tios do que colegas do 5.º e 6.º ano. O F. disse quem me tinha “roubado” o guarda-chuva, o AJ. A ele me dirigi, com medo (sim, eu era saco de pancada) e pedi-o. Negou-o. Reparei que a marca feita pelo meu pai já estava deformada com um canivete ou algo do género. Mas era o meu “V” de Vasco. Ao chegar a casa, não sei como fui “perdoado”. Meu pai decidiu falar com o pai dele. Creio que foi a 1.ª e única vez que agiu desta forma.

      Na segunda-feira, o AJ chamou-me e entregou o guarda-chuva. Entre um palavrão, perguntou porque tinha contado ao meu pai e este falado com o seu. Não me recordo de tudo com exatidão. Consigo percecionar o lugar da escola. Sei que quando me disse como era o pai e o que este lhe fez, acabei por ficar com pena dele, preferindo nada ter feito, sujeitando-me à surra do meu, que nada era comparada com o que lhe aconteceu.

      Nenhum conflito houve entre nós. AJ não fazia parte do grupo daqueles que gostava de me humilhar pela minha falta de aptidão para ginástica, ser gordo ou quando errava alguma pergunta. Ficou pelo 6.º ano. Naqueles tempos era assim. Alguns pais colocavam o rótulo de “burros” nos filhos ou acediam facilmente à falta de vontade destes para continuar estudar, por forma a, desde cedo, os inteirarem nos negócios da família. Outros, apenas porque para eles a escola não tinha valor. Outros casos existiam, claro. Como a pobreza.

     Voltei a cruzar-me com o AJ já formado, ele casado e com o seu negócio. Pai de duas crianças pequenas, o divórcio ocorreu anos mais tarde, creio que durante o período mais negro da doença do meu pai. Na realidade, pela minha experiência profissional, com crianças, na generalidade os divórcios não cessam. São processos de tortura, mutilação, vingança e agressão entre adultos, envolvendo crianças como objetos ou brinquedos. E assim nos destruímos pouco a pouco, sem entender que o “amor” se transforma em amizade ou que nem sempre o desejo sexual perdura.

      Se em adulto, um pai faz falta, sobretudo para lesmas pseudo inteletuais, como eu, que apenas entendem de livros e alguma tecnologia, o que dizer das crianças? E os pais de um adulto ao verem invertido o ciclo normal da vida?

“A vida não é justa, Dr. Paulo!” 

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