Tenho andado por aqui

escrita

Insensato

Quando puderem, façam-me uma visita.

Anúncios

Ser Gay: sobre a dor e sobre a culpa por Isabel Feio

artigo da imprensa

Um artigo de Isabel Feio, em MariaCapaz, datado de 7 de março deste ano, partindo da carta anónima de um jovem que se abriu, sem de si se conseguir libertar.

Luke Brossette | Nir Slakman | Raftopoulos Argiris

Abuso Sexual: Marcas que não se apagam

artigo da imprensa, educação

Abuso Sexual: Marcas que não se apagam

Artigo escrito pela psicóloga Adriana Santos, para o portal Educare, no dia 12 de junho de 2015.

Criança by Geralt @Pixabay

Criança by Geralt @Pixabay

The third Gender by Daniel Rodrigues

fotografia

Daniel Rodrigues, o fotógrafo português que venceu em 2013 o World Press Photo, na categoria “Daily Life“, assina uma série fotográfica intitulada “The Third Gender“.

Nascer com um corpo com que uma pessoa não se identifica não tem obrigatoriamente de ser uma sentença para toda a vida. Ser de um “terceiro género” – que não se encaixe numa definição mais limitativa do que é ser homem ou mulher – é uma aposta crescente na Tailândia, onde, todos os anos, milhares de pessoas se submetem a cirurgias de mudança de sexo, sobretudo homens que procuram ter corpo de mulher. Descubra-o, clicando na hiperligação criada no nome do fotógrafo.

Pai antes do cancro e apenas com diabetes

Pai antes do cancro e apenas com diabetes

      Desta vez, não me roubem as palavras (a alma).
Não as censurem ou estigmatizem. Manifestem abertura e sejam recetivos ao que diferente se faz, porque o progresso não está na cabeça de cada um. Os processos dialéticos não perderam o seu encanto e interesse.

      Hoje, faz um mês e um dia que o perdemos. O manto, que agora vejo branco, levou-o cessando assim o seu sofrimento e concomitante estado de decomposição, ainda que em vida. Agora, está em paz. Importa referir que o mieloma múltiplo, nome que tanta discórdia causou no jogo de palavras de quem as solta sem pensar, é pouco conhecido. Este não é um carcinoma dos ossos, como se pode ler aqui. Enquanto humanos, é nosso dever quebrar tábus, dar a mão, elogiar quem de direito e lutar pelos outros. Sobretudo aqueles que possam vir a ser as próximas vítimas… Isto porque, ao contrário do que pensava, há quem considere todos os cancros idênticos. Da mesma forma, há quem pense que após a morte, todo o sofrimento dos cuidadores/familiares cesse. Como se antes, neste e em outros casos, o tempo permitisse pensar.
Como observou uma vizinha, no dia da morte dele, a respeito de algumas pessoas (supostamente!) próximas: – “Estes nunca aqui apareceram enquanto esteve doente, ainda caminhava, estava em juízo perfeito ou esteve em isolamento e agora vêm todos juntos? Agora não são precisos!”. Sim, quantas foram as noites de pé, reerguendo-o do chão, a tentar não contrariar o estado de demência que um autotransplante de medula, sem prévia análise do tumor, conduziu; entre aspectos que ouso não querer recordar.
Pelo menos, a certeza de que tudo o que estava ao nosso alcance foi realizado. E assim, concretizei a minha máxima: dar flores em vida e não depois.

Mesmo assim, no meu agradecimento por escrito, as palavras,ainda que alinhavadas, neste sentido não foram entendidas. A São achou-o profundamente sentido, a Rosa nada viu de inusitado, a …

Sim, em Manteigas, Seia e Cinfães sempre utilizámos os conteúdos daquele policopiado, em inglês, que um dia traduzi para o Carlos Francisco (agora Professor Doutor e não mestre ou dr., como tantos “à pressão”, “por pagamento” ou…). No documento, informação relacionada com “eficácia”, escrito na década de 20, do século XX. Atualmente, para alguns conhecidos (apenas alguns?!), eficácia não passa de usar falsas máscaras e frases, por forma a agradar as chefias.

      Continuo a ter de agradecer o apoio ainda hoje evidente, dos meus ex-alunos, alguns ex-colegas, a Rosa e a Lurdes que vieram de Cinfães e a Paulinha que as não pôde acompanhar, a Margarida Neta, a São G. que todos os dias envia uma SMS ou e-mail, muitos dos ex-colegas e assistentes operacionais do Agrupamento de Escolas de Seia, os colegas com os quais trabalhei e trabalho diretamente desde fevereiro, a Direção do Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão, alguns dos assistentes operacionais dos diferentes Centros Educativos, o Carlos Vitorino, a Clara Bessa (que livro o nosso, Clarinha!), a Angelina, o Luís Coelho, a Catarina Sabugueiro, o Alípio e aqueles que esqueci de enunciar. Sem qualquer dúvida, tenho a destacar, até porque não nos unem laços de sangue, os meus vizinhos. Três famílias diferentes, que sempre estiveram presentes, não só agora, mas também durante o cancro da minha mãe. Eles têm sido muito mais do que vizinhos mas a nossa família.

Agradecimento no jornal

Agradecimento no jornal regional “Defesa da Beira”

Pai,
No duro processo que tem sido o luto, ainda que eu a este tenha dado início quando tive conhecimento da tua doença, nem sempre tenho correspondido ao prometido. Muitas são as vezes que forças não tenho para me levantar. Como a minha personalidade e a da mãe são semelhantes, por vezes, somos três doentes em casa, ainda que tenhamos todos os cuidados com a avó. Esta, ainda ontem chorou, ao recordar-te! Como é possível que, em crise, de ti se tenha lembrado? Muitas vezes, os gatos caminham em direção ao quarto e sala de estar, procurando-te. Sobretudo o Louro e o Obama.
Os teus amigos perguntam sempre como estamos. Aqueles que o eram e são de verdade. Sim, herdei o teu mau feitio, apesar de ser mais tolerante. Talvez por isso facilmente entrávamos em conflito. Também vejo o mesmo que vias “sem óculos” 😉
Essa coisa de “família” provoca-me azia. A ti, na Páscoa, era causa de transtornos intestinais.
Claro que ninguém telefonou à mãe a perguntar, pelo menos, como se sente. Toda a atenção teve por parte dos vizinhos e a família da avó de Mortágua. E isso é que importa. Como vês, o meu mau feitio e o meu “não” sempre teve como ponto de partida um faro bem apurado. Quando não gostam de nós por A ou B não é por AB que vão mudar de opinião. Se desde bebé sempre me senti rejeitado…

Estou cansado.
Ensina-os a ler, como fazias. Se puderes, procura colocar amor no coração dos impostores e venenosos. Eu sei que entendeste: passavas tu pelo “mau” da fita, quando afinal…

Beijos de luz.
Paulo

diário, escrita

A homofobia e o beijo

artigo da imprensa, Artigos

A homofobia e o beijo

Sara Vasconcelos

Um caso real, ocorrido no Porto.

A reação homofóbica e de extrema violência de um taxista perante o beijo de duas mulheres. A permissividade e passividade de outros dois, perante a agredida.

Dezasseis e trinta

fotografia

Dezasseis e trinta

Uma fotografia impreterível para ver e refletir

Todos os dias à mesma hora, no mesmo passo lento e cadenciado, passam de mãos dadas à minha porta. Faça sol, chuva ou frio. Como quem cumpre uma promessa – ou uma pena.

O compromisso de dizer não ao desalento dos dias que se tornaram longos demais.

O desafiar – ainda – a vida em cada metro de caminho percorrido.

O olá, bom dia, aos poucos vizinhos do bairro, que passam no mesmo passo lento.

O olhar nostálgico para as janelas que já não se abrem, porque os seus donos viajaram sem regresso.

Mas eles resistem e todos os dias os vejo passar às dezasseis e trinta… (Mar de Sonhos, Site Olhares.PT)