Felina

artigo

A gata da avó – Matriarca -, by Paulo Vasco

Sim, os animais são nossos amigos.

Quando a avó, já com a Doença de Alzheimer veio viver cá para casa, a Matriarca também a acompanhou, num lindo gesto solidário.

O conceito de Páscoa

artigo, educação

Para gente pequena

 

A professora, naquela turma que tantas vezes nos faz sorrir e desesperar, perguntou:

 

— O que é que se celebra na Páscoa?

Alheios a qualquer intervenção da nossa parte e convictos das suas respostas, fez-se ouvir:

— São Pedro!

— São João.

— Já sei, é o Santo António.

Esqueceram o meu “São Paulo”, mas tudo bem. Afinal, não faz parte dos Santos populares portugueses.

Já Jesus, segundo eles, foi uma pessoa boa (“Coitadinho dele!” – disseram) pois rendeu-se.

Bolo de Maçã e Nozes

artigo, culinária

      Na passagem de ano, a mãe dedicou algum do seu tempo à preparação de um bolo até então por nós desconhecido, partilhado na revista do Lidl. Uma forma de relaxar enquanto cuidadora da nossa eterna doente de Alzheimer. Há quanto tempo não me deparava com a minha mãe com espírito de iniciativa. O resultado foi bastante bom, algo calórico, ótimo para o lanche ou até para depois de uma das principais refeições principais.

 

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Bolo de maçã e nozes

 

Bolo de Maça e Nozes

Para 8 pessoas          Tempo de preparação 1h

Ingredientes

200 g de farinha

125 g de açúcar

125 g de margarina

3 ovos

4 g de fermento

7 g de canela

2 maçãs

100 g de nozes

Preparação

– Separe as gemas das claras.

– Bata as gemas com o açúcar até obter uma massa homogénea e cremosa. De seguida, bata as claras em castelo.

– Adicione a farinha, o fermento, a canela, a margarina amolecida, as claras em castelo e volte a bater.

– Corte as maçãs em pequenos pedaços e junte à massa. Junte as nozes grosseiramente picadas e envolva tudo.

– Unta uma forma redonda com margarina e polvilhe-a com farinha. Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante 40 minutos.

Bom apetite!

2017 está a chegar 

artigo, desafios

Que este reinício nos traga amor , paz , saúde ,  alento e um mundo com princípios e valores.


Desafio

Escreva pelo menos um desejo, pessoal ou não, para o ano novo, utilizando a inicial do seu nome.


No meu caso, deixo duas alternativas, Paz e Verdade.

Este foi o seu último natal, mas o brilho permanecerá nas estrelas

artigo, música

      O tema Last Christmas, de 1986, enquanto membro integrante dos Wham! tornou George Michael intemporal. Ao longo destes anos, a época natalícia parece não ter o mesmo sabor sem os acordes e a melodia desta canção. Se o Natal (Christmas) marcou significativamente o sucesso do cantor e compositor, este foi também o dia da sua morte, aos 53 anos, em Londres.

      O alerta terá sido dado às 13h e 42min, do dia 25 de dezembro, pela equipa de emergência que foi chamada à residência do cantor britânico, segundo a BBC. De acordo com as autoridades, até ao momento não foram identificadas circunstâncias suspeitas no caso. (Atualização, de acordo com a BBC: a causa da morte foi insuficiência cardíaca, como pode ler ao clicar no link da BBC)

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Fotografia de George Michael 

George Michael, nascido Georgios Kyriacos Panayiotou no norte de Londres, em 1963, integrou a banda Wham! como vocalista até 1986, altura em que decidiu seguir uma carreira a solo. Entre os principais sucessos do cantor estão ‘Wake Me Up Before You Go-Go’, lançado em 1984, e ‘Last Christmas’, de 1986. Em quase 40 anos de carreira, George Michael vendeu mais de 100 milhões de álbuns. A BBC avançou que o cantor estaria a trabalhar num novo álbum.

Extraído de Jornal Económico, em 26/12/16, às 8 horas

      Neste ano, quase todas as estrelas da minha infância parecem querer deixar de brilhar. Peço, One more time!

Letra de One More Try

Sinta!

Boas Festas

artigo, reflexão

Que a paz e a compreensão reinem nos nossos corações neste Natal e no Ano Novo que se aproxima.

Boas Festas.

 

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O Natal é das crianças. Tentemos dar um sorriso em cada dia de 2017.

Humor e Diversão com “O Português”

artigo, escrita, humor

     Ultimamente, o Instagram tem-me cativado cada vez mais, preenchendo muito do meu tempo livre. Foi através desta rede social que descobri o simpático e versátil Mário, que dá corpo e alma a um canal do YouTube O Português. Deste podem esperar bons momentos, sorrisos e novidades diárias, além de uma dose de simpatia por parte deste homem com alma de criança, como se quer!

      Penso ter encontrado “a personagem” com os ingredientes ideais para uma rubrica há muito idealizada para o blogue: a de entrevista e divulgação. Vamos conhecer “O Português”?

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Instagram – @mariofreitasfranco  Parcerias – espumadebarbear@gmail.com

Paulo – Quem é “O Português”?
Mário – O “Português” é um eterno menino que entretanto se tornou homem, 31 anos, de Lisboa e com muitas histórias para contar e opiniões para partilhar (azedas ou doces).
Com um gosto especial por comédia, desporto, comida, viagens, moda!
 
Paulo – O que é que te levou à criação de um canal no YouTube?
Mário – Sempre consumi muito YouTube, até que dei por mim a pensar nos vídeos que poderia fazer, e no conteúdo variado que levaria até as pessoas que me quisessem seguir.
Nunca me quis ligar somente a moda ou a comédia.
Gosto de fazer um pouco de tudo.
Se ligo a câmara e me apetece fazer comédia faço, se me apetece mostrar as minhas viagens mostro.
Não sigo uma linha, digamos assim.
 
Paulo – Quais são os atributos do teu canal que pretendes destacar, por forma a que os leitores deste blogue visitem-te e permaneçam fãs? (Tal como aconteceu comigo, mas isto não é para dizer!)
Mário – Sou sempre o mais transparente possível, tento passar a minha verdade em qualquer vídeo que faça.
Sei que há quem goste e quem não goste.
Mas, nem Deus que é Deus agrada a todo mundo!!
Paulo – Dois sonhos.
Mário – Dar a volta ao mundo e chegar a  1 milhão de inscritos no youtube.

Agradeço a simpatia e disponibilidade do entrevistado.
Para finalizar, deixo-vos duas listas do canal “O Português”. Mas por lá há muitas mais!

Como tal, visitem e sigam o canal!

Contamos convosco.

Os pelos do peito do professor

artigo, diário, educação, escrita, humor

      Naquela sala de aula ouviu-se o toque para o intervalo da manhã. Após a primeira área disciplinar, é tempo de conviver com os colegas, lanchar e visitar a casa de banho, num espaço de tempo que se adivinha demasiado curto, uma vez que foi tecido por aqueles que se escondem entre secretárias e que só às vezes aparecem para mostrar sorrisos amarelos/falsos, de quem nunca soube brincar ou interagir com crianças. O respeito consegue-se pela expressão antipática, forçada ou pelas unhas de gel, o batom e a oxigenação dos cabelos.

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      Da janela virada para o recreio dos mais pequeninos e dos maiores, com atividades lúdicas, o Sol acariciou-nos com os seus raios quentes, numa manhã convidativa para o retorno ao fecundo leito noturno. Subitamente, dois dos meus “piolhos” começaram a brincar com a gola da minha camisola. Gola para aqui, gola para ali… Acorda Paulo, são 10 horas!

      Quase desnudando a parte superficial do meu peito, ela disse:

– Oh Professor tens que ir a um lugar onde te cortem os pelos do peito!

      Sem saber como explicar a minha preguiça (ou escolha, eu sei lá!) a uma piolha de oito anos, a resposta logo se fez sentir por parte do colega da mesma idade:

– Não tem não! Não sabes que ele pode andar das duas maneiras? É uma questão de gosto!

      E ali fiquei parvo, entre a promissora conversa de dois jovens adultos, discordando (é tão bom discordar!), enquanto previa nova guerra com o colar da camisola, temendo que descobrissem alguns dos meus pelos brancos, esses sim, merecedores da mais perfeita depilação.

Opinião: Série “3 Por Cento”

artigo, escrita, opinião

O Mundo de Lá 

O Processo ainda não está concluído!

 

Este é um artigo de opinião alusivo à série 3% da Netflix, lançada em novembro e realizada no Brasil. Como principais intérpretes encontramos Bianca Comparato, João Miguel, Michel Gomes e Rodolfo Valente. A primeira temporada tem 8 episódios, estando já prevista a segunda. Relativamente ao género, este é o de ficção científica.

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3%

      No Brasil, depois do Apocalipse, numa região denominada Continente, a falta de tudo leva os jovens, quando concretizam 20 anos a procurar a mudança para o mundo de lá. Este chama-se Maralto, mas nem todos conseguem passar no “processo”. Os candidatos deparam-se com severas provas físicas e psíquicas, sendo avaliados por elementos do Processo.

      Considerei o 1.º episódio aborrecido. O meu interesse começou quando faltavam cerca de 20 minutos para este acabar, mantendo-se até ao fim da temporada. Até ao 8.º episódio não consegui deixar de dissociar a série da religião: Maralto correspondia ao Paraíso, o Processo aos nossos sacrifícios e o chefe do processo,  a um deus. Contudo, no 8.º episódio um ato deletou esta minha opinião…

      No decorrer das provas do Processo, somos chamados a refletir. Se estivéssemos fechados dentro de uma casa, ao estilo Big Brother, mas completamente trancados e com a comida racionada, dada em função do desempenho do grupo, qual seria o nosso comportamento? Daqui pode advir o que há de pior no humano? Outra questão, colocada ou que me surgiu foi, “as crianças são de todos nós ou só dos pais?”

      Para quem gosta de refletir, esta é a série ideal. Bem realizada e com boas interpretações. O guarda roupa é relativamente pobre (mas isso importa?) e os atores, na sua maioria, pouco conhecidos, mas com elevado desempenho. Para ver de uma vez só ou dividida em dois a três dias.

      A experimentar.

      Há quem tenha gostado muito e ficado fã, como eu! Confira o trailer.

 

A minha opinião – Filme Divinas (2016)

artigo, escrita, opinião

 

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Les Divines (2016)

      De agosto deste ano, Divinas está disponível no Netflix. É ainda um filme com a sua chancela, vencedor de um prémio no festival de Cannes. Tratando-se de cinema francês, não se destina a todos os públicos, desde a temática à escolha dos atores. No que me diz respeito, trata-se de uma obra de arte a utilizar e explorar com os alunos nas aulas de formação cívica. Isto numa perspetiva profissional, claro está!

      Os atores deste drama são pessoas comuns, magricelas, obesos, cabelos mal cortados, mal penteados,… Um retrato fiel dos nossos dias e do contexto da história. Na verdade, dado ter trabalhado com uma turma idêntica, em nada me foi difícil realizar a projeção para a história no início. Estamos num bairro da periferia e acompanhamos a vida de duas jovens em risco. De famílias disfuncionais, provavelmente emigrantes, de cor e de uma religião temida por muitos, a escola nada lhes diz. Perante os mestres, a postura é defensiva e agressiva. Há o desejo de ascender socialmente sem nada ou pouco fazer, na revolta face aos parcos salários praticados em muitas profissões, o que se reflete no baixo poder de compra e condições de vida muito agressivas, devido à crise que se vive em alguns países da Europa.

      O abandono escolar, o mundo da droga e os confrontos entre a polícia e os membros dos guetos/bairro são uma realidade das sociedades civilizadas, tão bem retratados em Divinas. A analisar e refletir.

      Como um toque de mágica, um amor platónico. Assim o expresso pela diferença de idades. A dança é a forma de transmitir todas as sequências de um ritual de acasalamento, assim como as emoções verbais ou não de duas personagens. Um dia, os caminhos podem divergir…
Assista ao trailer aqui.