Luísa Sobral – My Man

música, música portuguesa

 

Letra e música de Luísa Sobral.

 

I don’t know why
he left me crying
he left me feeling so blue
my man has left me moaning
a love so deep and true
I don’t know why
he left me hanging
didn’t even say goodbye
my man has left this morning
has left me here to die
But it has been said
again and again
that they all come back
once they have tasted the sand
I don’t know why
he left me wondering
wondering what I had done
my man has left this morning
to be the men of another woman

 

Rodrigo Serrão – Swallows Nest

música, música portuguesa

 

“Há algo que reconhecemos sempre neste sentir português… Não se reduz às características de uma linguagem musical e está muito para lá dos instrumentos que a tocam. Na verdade está em todo o lado: na terra, na água, nos silêncios, nos olhares e nas palavras e, para nós, traduz-se sobretudo entre pausas, na escolha segura de certas notas. Habita e atravessa-nos: sem sabermos muito bem de onde vem mas com a clara noção de onde está, ao que soa e para onde nos leva… e leva-nos para casa, sempre.
Por isso este repertório.
São assim as coisas… nesta língua ou noutras, sempre as mesmas, sempre as nossas: as noites de Verão e as tardes de Primavera… os campos, as amoras e as silvas…. as casas e os becos, os bairros, os barcos e as traineiras, as gaivotas e o Atlântico… os amores e as paixões… os rebanhos, os cães, os cavalos e a campina…ou a planície e o horizonte! O doirado do trigo ou o cinzento do granito… o orvalho pela manhã… o pôr-de-cada-sol e a saudade.
Fomos sempre assim, somos esta gente e sentimos desta maneira. É daqui que vem esta música.”

Rodrigo Serrão

Do Festival da Canção 2017

música, música portuguesa

Gostei ainda das seguintes músicas e interpretações:

Dont’t Walk Away

Gente Bestial

Viva La Diva

 

Amar pelos dois

música, música portuguesa

Ontem, ao contrário do que vem sendo hábito há anos, assisti ao Festival da Canção. Curiosamente, gostei do tema elegido para representar, em maio, o nosso país. Poesia, um chorinho com retoques de música brasileira antiga, uma expressão artística,… Amar pelos Dois, cantado por Salvador Sobral e com letra da sua irmã.

 

 

Letra

 

Se um dia alguém, perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração, pode amar pelos dois

Darko – Heartbeats 

música, música portuguesa

Uma música e respetivo videoclipe tão adequados a todos os dias do ano, uma vez mais pela mão de Darko , a recordar os tempos de Fingertips.

Diferenças quem as não tem?

Diferente quem não é?

 

Letra

 

That silly love can break you
That silly love can hurt you
That silly love, that silly love
And it make never take you
Somewhere you learn

My heartbeats incomplete
Until you dare to listen
My heartbeats incomplete
Until you’re there
My heartbeats incomplete
Until you dare to listen
And you feel good
And you feel good
When you know there’s nothing left to say

That moment you forget me
That moment you neglect me
When there’s no love
And I begun to fear you
Instead of trying to feel you
That stupid ache

And I
Always thought we should dare to try
Well I can’t help but start to cry
When I think I need to wait for better days to come now
I’m just trying to say that

My heartbeats incomplete
Until you dare to listen
And you feel good, and you feel good
When you know there’s nothing left to say

 

 

Inisheer

música portuguesa

 

De e por Rodrigo Serrão

Um CD a descobrir em fevereiro, Stick to The Music.

Darko – Freakshow Divine

música, música portuguesa, reflexão

 

Embora não aprecie a música, o videoclipe merece destaque pelo conteúdo e mensagem.

A narrativa do videoclipe, divulgado esta sexta-feira, conta a história de uma vítima de transfobia na escola e na rua. A vítima envolve-se numa discussão com o pai, sai de casa e é alvo de uma agressão na rua. É depois, no palco, que sara as feridas. É este o local de expressão da sua transformação enquanto artista e mulher sedutora de um dos seus bullies.

Nas redes sociais o cantor declarou: “Que a arte consiga abrir consciências e fomentar mais humanismo e menos desamor pelo próximo, apreendendo nós a querer para os outros o que eles querem para si mesmos“. E eu, concordo. Talvez este seja um dos maiores princípios que retive das aulas de História.

Manuel Duarte -Shred and Roll

música, música portuguesa

 

Shred and Roll” is the first instrumental neoclassical song written by Manuel Duarte, 16 years old, from São Pedro do Sul, Viseu, Portugal.

The song was recorded and mixed in iONE Studio and features Manuel Duarte on guitar, Pedro Bento (Machine Gun Joe) on bass guitar and Ilídio Rodrigues (iONE Studio) on keyboards and drums.

 

Rodrigo Serrão – Hei de Amar-te a Vida Inteira

artigo, música, música portuguesa, poema

 

O poema

— Hoje quero dar-te o sol…

— Dá-me então a lua cheia,
debruçada em ondas mansas
que se estendem pela areia

Hoje quero ser a chuva…

— Pois então eu sou a terra
que o meu corpo é todo um fogo
em resposta à primavera…

— Hoje, quero ser o vento
num poema deslumbrado,
e mostrar-te sem ter medo,
porque estou sempre, ao teu lado

— Hoje quero dar-te tudo,
de uma vez e para sempre,
quero ser como um guerreiro,
que a ti se entrega, simplesmente.

Hoje quero ouvir-te os sonhos,
sós,
à luz de uma candeia.
Hoje quero ter o tempo
de te amar a vida inteira…

— E só por isso dou-te a mão,
e com ela este recado,
meu amor a eternidade….

São os momentos lado a lado

 

 

AGIR ft. Regula- Deixa-te de merdas

artigo, educação, música portuguesa, opinião, reflexão

Atualmente, neste país de brandos e falsos costumes, assistimos a uma corrente de alguns pais que procuram “boicotar” o artista/banda Agir. Ontem, ao fim da noite, dei por mim a ler uma publicação contra o artista e a favor dos bons costumes. Um texto com argumentação mas de autor não identificado. Qual o valor? Artigo partilhado no facebook, no qual constatei que, como por magia, alguns pais aperceberam-se de que o conteúdo das letras e músicas não são adequadas para os filhos mais pequenos (nada contra, em alguns casos!). Mas quem disse que o artista tem como público-alvo o infantil? Estes mesmos pais estão habituados, na grande maioria dos intérpretes da atualidade, a verificar se consta a etiqueta/informação “Explicit Content” ou “Adult Content“, no CD ou MP3?

Não, não sou fã do Agir. Gosto de alguns temas e da musicalidade. Termos como “proibir”, assustam-me. Se em Portugal, considero ténue a democracia, apesar de ainda jovem, o regresso da censura é de todo caótico. E estes são dois conceitos que li, ao deparar-me com uma publicação no Facebook pelos bons costumes.

O bom e o mau rodeiam-nos e como educadores é da nossa incumbência explicar e debater as letras que tanto celeuma estão a provocar, assim como literatura ou programas televisivos (inclusive, de alguns canais de animação por cabo). Para cada estágio do desenvolvimento devemos utilizar diferentes abordagens.

O videoclipe que convosco decidi partilhar não foi escolhido por mero acaso. A jovem, capaz de esfaquear corações, corresponde em muito, inclusive na aparência, a muitas das  “santinhas” com as quais trabalhei e que agora, na flor dos vinte anos pouco distantes estão daquela caricatura. Quando mais novas, e ao detetar qualquer comportamento menos próprio, a abordagem junto dos pais sempre foi complicada: “A minha filha não é assim!”, “A minha filha não faz isso!”, “O Sr. Dr. está a implicar com a minha educanda!”. Recordo uma aluna de 12 anos, tão bela quanto inteligente que deixava que um colega a apalpasse onde quer que fosse e se colocasse em cima dela. Na altura, limitei-me a exigir que respeitassem os próprios corpos e as pessoas que eram. Neste caso, tinha pais que, caso necessária uma intervenção mais drástica, estariam a meu lado. Esta é a realidade entre tantos casos. Por favor, junto a uma Escola com alunos a partir dos seus 13-14 anos, parem e carro e escutem.

Relativamente à letra “Deixa-te de merdas!“, para além do título corresponder a uma expressão frequentemente utilizada por miúdos desde os seus 11 anos, quando não menos, nela podemos constatar o vazio sentimental dos nossos adolescentes, a importância dada ao sexo sem amor, vingança e o desrespeito pelo próprio corpo e o de outrem. Constata-se ainda o fim de um relacionamento de jovens adultos ou até mesmo adolescentes.

Já repararam que o número de casos de HIV tem vindo a aumentar no nosso país?

Letra

Deixa-te de merdas
Para que discussão
Não quero ser teu dono
Nem dono da razão

Deixa-te de merdas
E presta atenção
Eu quero é estar só
Preciso de estar só

Pois eu já não, eu já não aguento mais não
E o estar distante é só um dos sinais, sinais
Não sinto nada, e nada mais me solta
Ou me distrai, nem mesmo se juntar cristais
Eu vou sentir amor
Quer dizer amor eu sinto, mas nada mais
Não sou dos fiéis mas sou dos leais
Sou dos que te levanta quando cais

Deixa-te de merdas
Para quê discussão
Não quero ser teu dono
Nem dono da razão

Deixa-te de merdas
E presta atenção
Eu quero é estar só
Preciso de estar só

Eu quero estar só mas eu não te quero mal
É para o bem da nossa sanidade mental, mental
Todos temos fantasmas que nos perseguem e atormentam
Não me sinto em casa, não passo aqui nem mais um serão
Vou fazer-me a estrada por isso poupa-me o sermão
Tu vais ver que é melhor assim

Deixa-te de merdas
Para quê discussão
Não quero ser teu dono
Nem dono da razão

Deixa-te de merdas
E presta atenção
Eu quero é estar só
Preciso de estar só

Por mais que ela diga que eu seja o único
A gente nunca se beija em público
Ultimamente só me chama púdico
Eu já não consigo dormir no cúbico
Perdeu-se entretanto
Ya eu sei que ela já teve uns quantos
Mas eu não quero saber quem é que ela fodeu antes
Porque depois de foder comigo
ela vai ver que nem fodeu tanto

Mas diz-me porque é que tu não aceitas
A minha decisão e só me desrespeitas
Para que discussão e promessas feitas
Se o mel que eu tenho no bolso nem é do Nelson Freitas
Não vou oferecer anéis, nem vou te abrir colares
Ou ficamos juntos ou peço para circulares
E por isso quando me vires bazar de fato e auricular
é porque eu vou viajar no jato particular

(Na eu não quero que me leves ao aeroporto
Caga nisso, a gente já nem se pode ver um ao outro
Vai dizer a toda a gente que eu sou um porco
Para de agir como se eu tivesse perdido o totoloto

Deixa-te de merdas
Para que discussão
Não quero ser teu dono
Nem dono da razão

Deixa-te de merdas
E presta atenção
Eu quero é estar só
Preciso de estar só

Deixa-te de merdas
Para que discutir
Tu é que me levas
A ter que agir

Deixa-te de merdas
Sim já decidi
Que quero é estar só
Preciso de estar só

Preciso de estar só
Deixa-te de merdas
Deixa-te de merdas

agir

AGIR