Momento

diário, escrita, memórias

 

Quantas vezes acordo e penso que tudo não passou de um pesadelo. Logo a realidade é chamada a mim.

Efémera existência.

Dura realidade.

Caminho rumo à solidão de dias incógnitos e assustadores.

Assim…

 

 

Prometo não falar de amor de gostar e sentir

Portanto não vou rimar com dor um mentir

Joga-se pelo prazer de jogar e até perder

Invadem-se espaços trocam-se beijos sem escolher

Homens temporariamente sós / que cabeças no ar

 

 

Não retratos de solidão interior

Não há qualquer tragédia / Mas um vinho a beber

Partidas regressos conquistas a fazer

Tudo anotado numa memória que quer esquecer

 

 

Homens sempre sós preferem perder

 

 

Homens sempre sós são bolas de ténis no ar

Muito abatidos saltam e acabam por enganar

Homens sempre sós nunca conseguem casar

Felina

artigo

A gata da avó – Matriarca -, by Paulo Vasco

Sim, os animais são nossos amigos.

Quando a avó, já com a Doença de Alzheimer veio viver cá para casa, a Matriarca também a acompanhou, num lindo gesto solidário.