Kate Bush – Them Heavy People

música

 

De 1978

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Opinião sobre a série “História de um Clã”

7.ª arte, opinião, reflexão

   A sociedade está repleta de psicopatas. Na sua maioria, esta patologia não foi diagnosticada ou nem é acompanhados pelas diferentes instâncias sociais e de saúde.

      Em “História de um Clã” (El Clan, 2015), filme que se tornou série da Netflix dirigida por Luis Ortega, são dados contributos para a compreensão desta perturbação da personalidade e do comportamento. Como ponto de partida, a história da família Puccio que atormentou Buenos Aires na década de 80.

“Arquímedes (Guillermo Francella) é o patriarca da família Puccio, um homem singular que varre a calçada todos os dias e cumprimenta simpaticamente os vizinhos de San Isidro, nos arredores de Buenos Aires. O filho mais velho, Alejandro (Peter Lanzani) é um popular jogador de râguebi. A família conta ainda com outro rapaz, que no decorrer da ação revela-se muito similar ao pai, apreciando toda a dinâmica associada aos raptos e mortes, e duas meninas; sempre unidos e fazendo as suas orações antes de cada refeição.

O que a sociedade de Buenos Aires de então não imaginava é que, durante anos, o sotão da residência dos Puccio estave constantemente ocupado. Arquímedes valeu-se da experiência como ex-agente da ditadura para chefiar esquema de sequestro de familiares de empresários.

O filho primogénito foi obrigado pelo pai a participar dos sequestros, entre eles o de um amigo do clube de râguebi. Alexandre vê-se em crise, contrariado e profundamente angustiado pelas pressões de um pai absolutamente manipulador e maquiavélico.

Embora fingissem uma vida normal e de desconhecimento do que estava a acontecer, a família ouvia os gritos das pessoas sequestradas e torturadas por Arquímedes e seus cúmplices. Estas pessoas acabavam mortas, mesmo após o pagamento do resgate pelos familiares”

Extraído e adaptado por Paulo Vasco de Wikipedia, às 24h de 30/03/17

Assista a uma síntese dos atos praticados aqui. e/ou aqui

      Esta série conta com interpretações muito boas, um bom argumento e reconstituição histórica. Boa banda sonora, ainda que nem sempre, nos que aos temas em inglês diz respeito, devidamente contextualizada nos anos 80. Possibilita a reflexão e discussão acerca de temáticas atuais. Em alguns aspetos românticos ou humorísticos, remeteu-me para “Como Água para Chocolate“.

There’s no Age for Dancing

7.ª arte

 

Apesar do título em língua inglesa, um produto 100% Português.

 

Podia muito bem ser uma história de amor e ternura entre avô e neto e, na realidade, não foge muito disso. O filme reúne o “pai do sapateado”, Michel, e uma das maiores esperanças no ballet, Francisco. Em palco, Michel anula a gravidade numa dança leve e intemporal, num registo que cala a sua idade. Francisco move-se com a maturidade que ainda não tem, em coordenações certas e infalíveis, plenas de emoção. Juntos, destronam padrões e preconceitos num aplauso prolongado por uma admiração mútua, sublinhando o maior dos ensinamentos: para a dança não há idade.

Luísa Sobral – My Man

música, música portuguesa

 

Letra e música de Luísa Sobral.

 

I don’t know why
he left me crying
he left me feeling so blue
my man has left me moaning
a love so deep and true
I don’t know why
he left me hanging
didn’t even say goodbye
my man has left this morning
has left me here to die
But it has been said
again and again
that they all come back
once they have tasted the sand
I don’t know why
he left me wondering
wondering what I had done
my man has left this morning
to be the men of another woman

 

Gala

educação, humor

      Não, não se trata da gala dos óscares.

Na verdade, e para disseminar um pouco de humor neste mundo tão inóspito, trouxe-vos este tema por forma a partilhar um momento divertido com um dos meus alunos.

Para ele, o macho da galinha era o galo, mas a fêmea do galo era … a gala! E assim foi, durante uns dois minutos. Afinal, quem manda a nossa língua ter tanta regra e fazer pensar?

Rodrigo Serrão – Swallows Nest

música, música portuguesa

 

“Há algo que reconhecemos sempre neste sentir português… Não se reduz às características de uma linguagem musical e está muito para lá dos instrumentos que a tocam. Na verdade está em todo o lado: na terra, na água, nos silêncios, nos olhares e nas palavras e, para nós, traduz-se sobretudo entre pausas, na escolha segura de certas notas. Habita e atravessa-nos: sem sabermos muito bem de onde vem mas com a clara noção de onde está, ao que soa e para onde nos leva… e leva-nos para casa, sempre.
Por isso este repertório.
São assim as coisas… nesta língua ou noutras, sempre as mesmas, sempre as nossas: as noites de Verão e as tardes de Primavera… os campos, as amoras e as silvas…. as casas e os becos, os bairros, os barcos e as traineiras, as gaivotas e o Atlântico… os amores e as paixões… os rebanhos, os cães, os cavalos e a campina…ou a planície e o horizonte! O doirado do trigo ou o cinzento do granito… o orvalho pela manhã… o pôr-de-cada-sol e a saudade.
Fomos sempre assim, somos esta gente e sentimos desta maneira. É daqui que vem esta música.”

Rodrigo Serrão

Falhas na educação sexual no nosso país

educação

 

Do programa da TSF, Pais e Filhos, após ouvir as conclusões da psicóloga, não posso estar mais de acordo. Pessoalmente, na minha experiência profissional, abordo tais temas no 6.º ano em ciências naturais, não obstante alguns dos conteúdos não fazerem parte do programa ou dos manuais escolares. Por vezes, tal implica alguns dissabores…

Do Festival da Canção 2017

música, música portuguesa

Gostei ainda das seguintes músicas e interpretações:

Dont’t Walk Away

Gente Bestial

Viva La Diva

 

Amar pelos dois

música, música portuguesa

Ontem, ao contrário do que vem sendo hábito há anos, assisti ao Festival da Canção. Curiosamente, gostei do tema elegido para representar, em maio, o nosso país. Poesia, um chorinho com retoques de música brasileira antiga, uma expressão artística,… Amar pelos Dois, cantado por Salvador Sobral e com letra da sua irmã.

 

 

Letra

 

Se um dia alguém, perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração, pode amar pelos dois