Dead Leaf Echo – So Wrong

música

 

Uma sonoridade diferente para este dia de chuva.

 

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6 comentários sobre “Dead Leaf Echo – So Wrong

  1. Estive a percorrer os diversos cômodos do teu espaço com o cuidado e carinho que me merecem todos aqueles que abrem as portas de sua ‘casa’ e fica a nos mostrar os preciosos ‘ornamentos’ que fazem parte da decoração…
    A sala da FOTOGRAFIA é simplesmente primorosa! Adorei a diversidade das tuas. As flores sempre me encantaram o olhar e as que foram postadas parecem estar ali a nossa frente, convidando-nos a um toque. Chamou-me a atenção a temática por ti desenvolvida na foto intitulada EXISTE UM OUTRO SOL. Tu, que transitas por essa juventude tão sedenta dos significados mais importantes da vida, sabe da importância da carreira de Professor como alguém a lhes descortinar horizontes e lhes direcionar os rumos. Uma foto simplesmente maravilhosa. Aquelas em preto e branco também me chamaram a atenção e me fizeram lembrar dos álbuns deixados por meus pais onde a maioria das fotos são assim. Uma riqueza de lembrança que me chegou associada ao primor das tuas fotos atuais.
    Sensibilizaram-me os trabalhos realizados por crianças autistas ou “crianças mágicas” como tão bem denominaste, a nos mostrar um mundo de misteriosos e encantados símbolos a serem desvendados, e que somente olhos atentos e generosos conseguem captar na grandeza.
    A tua coleção fotográfica é simplesmente admirável!
    A MÚSICA, a congregar diversidade de ritmos, intérpretes, em vídeos primorosos… Algumas que nos deste a recordar e outras a conhecer.
    A multiplicidade explorada por ti na 7ª ARTE, também me encantou. Um momento de intensa emoção foi assistir o Pedro Lamares declamar este primor de QUANDO VIER A PRIMAVERA, um dos poemas do Alberto Caeiro que mais gosto, este personagem ficcional que o imortal Fernando Pessoa no deixou.
    Fiquei sensibilizada ante a narrativa de AQUELE ABRAÇO, e o aluno “pequenote no tamanho e idade” que tanto te comoveu assemelha-se aos meus pequerruchos que chegam me dando abraços e beijos, tanto os da creche quanto aqueles que ajudei a vir ao mundo e que orgulhosamente são hoje meus afilhados. Imagino o que deves ter sentido, não só naquele momento descrito por ti naquela situação, mas acredito que em muitos outros nas ocasiões em que os alunos reconhecem em ti o professor extremamente a eles dedicado.
    As tuas reflexões sobre a vida, pessoas, situações, sentimentos, emoções, expressas no DIÁRIO também provocaram em mim múltiplas reações. Comoveu-me intensamente o teu desabafo em E AS PALAVRAS. Confesso nunca ter vivido este tipo de situação, mas bem sei que é muito difícil conviver com pacientes portadores da doença de Alzheimer, principalmente em se tratando da tua avó, pessoa que imagino represente tanto na tua vida. Vê-la neste estado deve ser muito penoso para ti.
    A possível enfermidade do câncer também a rondar a tua mãe, bem sei que torna ainda maior o teu sofrimento. Em momentos assim, meu amigo, acredito que não existam palavras de conforto, principalmente quando se associam à situação outros problemas advindos de outras esferas.
    Eu, que também estou a transitar por este terreno pedregoso, mesmo sabendo que meus problemas se originam numa outra esfera, ouso dizer que entendo um pouco do que estás passando, assim como tu conseguiste entender a minha forma de enfrentar a dor, de viver o meu luto. Ambos sabemos que não é fácil e entendemos que cada um tem o seu tempo e que nem sempre as pessoas que nos rodeiam podem nos entender. Eu tenho buscado através da palavra escrita exorcizar a dor e a tristeza que teimam em se acomodar na minha alma, mas bem sei que não são todos os que entendem esta minha necessidade. E eu confesso que muitas vezes faço a postagem já temendo estar sempre repisando um mesmo tema. E ao mesmo tempo me pergunto: Como falar de coisas que não estão acomodadas no meu coração, que não se mostram ao meu olhar, como exaltar sentimentos e emoções de beleza, de esperança, de alegria, expressar sorrisos, se nada disto tem feito parte deste difícil trajeto no meu caminho. Por isso continuarei a falar aquilo que a alma dita e o coração escreve. Quem sabe um dia eu possa novamente falar em sorrisos, em estrelas, em esperança… Quem sabe?
    Mas por enquanto, meu amigo, que me deixem apenas chorar…
    Paulo, devo pedir desculpas por ter feito tal desabafo no teu espaço. E como agradecimento por tua ‘permissão não autorizada’ ofereço o meu cantinho para tudo aquilo que quiseres dizer, pois gosto de ouvir os amigos e, se puder, levar-lhes um pouco de conforto nessa simples escuta.
    Que a tua semana seja menos doída, menos sofrida, e que de alguma forma o teu coração encontre conforto na tua profissão e na tua missão perante tua mãe e avó. De resto, se acreditas em Deus, Ele por certo fará a sua parte.
    Meu carinho num beijo no teu coração,
    Helena

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    1. Que análise tão detalhada, Helena. Ainda não me tinha apercebido que este meu espaço diz tanto sobre mim! Obrigado.
      Eu também considero a escrita como forma de exorcizar fantasmas e lavar a alma. Aliás, comecei a escrever na blogosfera,há muitos anos atrás, precisamente por essa sensação de alívio. Antes, eram cartas e mais cartas.
      Sem dúvida que deve “falar aquilo que a alma dita e o coração escreve”. Para os outros é fácil. Muito fácil. Infelizmente, tenho vindo a constatar que quem sofre perdas violentas, sente com maior intensidade ou passou por situações idênticas é quem melhor nos compreende. Certamente, nem precisamos da compreensão dos corações ainda verdes na maturidade e na sensibilidade. Precisamos de tempo, o nosso, de contemplar a magia da natureza e renascer, a cada dia. Pois há dias que nos sufocam.
      Tanto há a dizer acerca do luto e a intolerância de muitos para quem o tem de fazer. Vivemos numa sociedade de umbigos individualistas e infiéis perante a transparência. Por isso, façamos a diferença. Acreditemos que é possível mudar, ainda que remando contra a maré.
      Um grande beijo, com os votos de muita força,
      Paulo

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