Venho do nada

diário, escrita

Incendeio-te a alma ofuscada pelo deslumbramento.
Ainda não sabes, mas a perfeição não existe.
Do devaneio à utopia, nós não somos intemporais.

Eu não me escondo nos recantos ou aparências do ser. Repudio-as, apesar destas preencherem a atmosfera que me sitia. Há que lutar por ideais.

Nem sempre é fácil percorrer um caminho de incógnitas, mas venho do nada e do nada sou. Ao nada retornarei.

A alma ofuscada impede-te de entender que a juventude não é eterna. Também as histórias de vida dão voltas compreendidas entre os 45º e os 360º. Tão simples. Não entendes. Não importa! Afinal não preenches o meu coração e o de outros. A futilidade traduz muito mais do que um vazio intelectual e/ou cultural. O mundo de máscaras reflete a profunda mesquinhez humana.

Arrependo-me daquele dia e dilacero a tentação.

É tarde, mas não é em vão.

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2 thoughts on “Venho do nada

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