Alzheimer: o que é e como se manter ativo?

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O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer, de instalação insidiosa e progressão lenta, afeta, primeira e predominantemente, a memória episódica, com o doente começando por ter dificuldades em lembrar-se de fragmentos recentes da sua vida (onde coloca os objetos, os recados, o que comeu no dia anterior, em que dia do mês está).

Quais os sintomas da doença de Alzheimer?

As memórias mais remotas resistem melhor, mas acabam também por se perder ao longo da doença. Ao defeito de memória vão-se juntando lentamente outros sintomas característicos da doença de Alzheimer:
começa a haver dificuldade em reconhecer pessoas;
o discurso torna-se cada vez mais pobre e entrecortado à procura de palavras;
a orientação em espaços fica cada vez mais difícil;
com o tempo começam também a surgir as primeiras alterações do comportamento, sendo frequentes as alucinações visuais e a atividade delirante (o doente achar que o roubam ou perseguem), resultando em agitação e agressividade.

Este conjunto de dificuldades aumenta até ser suficiente para a pessoa deixar de viver de forma autónoma, tendo que ser ajudada em tarefas antes realizadas de forma natural como cozinhar, vestir-se, lavar-se, lidar com eletrodomésticos ou dinheiro.

O exame neurológico na deteção de Alzheimer

O exame neurológico é tipicamente normal nas fases iniciais da doença de Alzheimer e os exames de imagem, se não forem também normais, mostram apenas atrofia dos hipocampos, formações anatómicas existentes na parte interna dos hemisférios cerebrais e que têm um papel fundamental na consolidação e evocação de novas memórias. Em fases mais avançadas de Alzheimeros doentes desenvolvem muitas vezes sinais de parkinsonismo (lentidão e rigidez) e os exames mostram atrofia de todo o cérebro.

Alzheimer | CUF . (2016). Saudecuf.pt. Extraído a 3 de  agosto 2016, em  https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/alzheimer

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6 comentários sobre “Alzheimer: o que é e como se manter ativo?

    1. Exatamente, é o que se passa com a minha há 5 anos, embora já esteja na fase de demência. Sempre que possível, tal como às crianças, devemos procurar estimular a memória, movimentos e fala. Os cuidadores sofrem, não o escondo mas há momentos engraçados, assim como muitas noites não dormidas.
      Neste preciso momento está em crise. No seu mundo, encontra-se a guardar um rebanho. Então faz todos os sons e movimentos. Se de início doía muito, tivemos de entender que este é o seu mundo e, nestes momentos de crise, se a queremos alimentar o praticar higiene (ela está acamada) temos que intervir como se os animais estivessem também à nossa volta.
      Abraço e muita Luz para vcs!

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  1. Às vezes penso que não passa de confusão. Outras penso que pode tocar as raias do mistério… De um jeito ou de outro, minha ignorância não me prende ao medo, mas sempre me faz alerta para não sucumbir de uma vez só… Ah… a natureza humana, tão falha…

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    1. Como cá em casa temos a minha avó, totalmente dependente de nós, assistimos a todo um processo. Não sei se, pessoalmente nos apercebemos do início da demência. Creio que não. Só mesmo os outros e… não é fácil. Já para não falar da parte médica, em alguns casos, como no da minha avó, para o qual reuniu uma equipa de diferentes especialidades por forma a ditar o diagnóstico. Pensando nos casos que têm vindo a desenvolver esta demência aos 40 e 50… as dificuldades em tecer o diagnóstico devem ser terríveis.
      Creio que o sofrimento do doente de Alzheimer está em função das suas vivências enquanto crianças, jovem e adulto. A minha avó teve que ser pai e mão dado o marido ser um canalha (um policial que todo o dinheiro gastava com amantes e na bebida), pelo que em grande parte das suas crises está a trabalhar, ocorrendo problemas como a cabra que cai em direção ao rio, a terra que começa a abrir (presenciou sismos), cuidar das crianças, trabalhar mesmo durante o Sol quente… Enfim, coisas que também acontecem no Brasil e que se falo de uma realidade dela compreendida entre os anos 50 e 90, a verdade é que esta continua a existir em Portugal, de forma oculta, a par de pessoas que simplesmente não fazem nada mas recebem um fundo social do Governo.
      Para rir ou não, nesta semana, a nossa ministra da agricultura (a qual não merece um “M”), sugeriu levar a cabo um movimento dos sem terra, como retratado na novela Rei do Gado. Gente que nada fez e que se formou à custa do dinheiro dos papás…

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