Fim Imenso de João Ferreira

poema

É um fim imenso que tarda,
Um planalto, uma ave voa na tarde, desliza no ar,
Enternece o labirinto, mais do mesmo, intriga do espaço,
Uma menina imersa em solidão sonhando ventos, versos e embaraços,
O cabelo apanhado, uma triste menina, foge consigo mesma,
A melodia do acaso esvoaça, o ar embaciado de Verão
Como janelas soltas, perdidas em qualquer edifício de betão,
Não invento pardais nem queixumes,
Há um jogo dos corpos,
A maneira de sorrir, ténue e esparsa como uma vela acesa no acaso nu,
Escuro de sentir,
Arraiais de fogo, árvores concretas, matéria de luz,
O refresco da menina, o decote, o lamento de questionar
A altura do verso, a aguda margem das ondas.

 

Poema de João Carlos Ferreira no blogue Contudo Escuso , em 16 de fevereiro de 2016, às 7.56 p.m.

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