Sons pelo Mondego

diário, fotografia

No dia 6 viajei até Seia, por forma a participar numa formação. Esta foi a minha primeira longa aventura de carro, num percurso cheio de curvas e contracurvas, que pensava apenas existir rumo a Manteigas. Pois é, quando tinha pai, “ser conduzido” fazia de mim alguém desperto a todos os pormenores da natureza e não da estrada. Claro que, como todos os “betinhos desnorteados” fiz uma asneira. Ou julgo ter feito. Quarta-feira o mecânico logo dirá. Estimei de forma errada os Km de ida e volta pelo que receio não ter ponta de óleo no motor. O senhor, da última vez que o fez não registou os Km. Quando me apercebi, certamente a dormir, registei um número com um algarismo a mais!!! Tudo contra. Só eu.

De resto, tudo correu bem. Até consegui por o carro na garagem da Maria João, coisa que não acontece cá em casa. Ok, nunca experimentei mas os blocos de cimento do muro dizem-me “Queremos papar-te os retrovisores!” (ou lá como se chamam aqueles espelhos que ficam para os lados). E como sair? Olha para mim de marcha-atrás… Lá se vão os retrovisores.

Mas ainda nem falei do jeep.

Este conduzi-o uma só vez. Aquela coisa de direção assistida faz-me um pouco de confusão. Ou nem é bem isso. Assim que encosto o pé ao travão para abrandar ele logo pára! Não há paciência. E a parte eletrónica? Imaginem que avaria e eu e a minha mãe dentro daquela coisa… Bem sei que mais tarde ou mais cedo tenho de me habituar. Foi comprado para fazermos a viagem para Cinfães no tempo de gelo e neve. Não como luxo ou qualquer outra mania. Antes, tenho que aprender a estacionar entre dois carros “em carruagem”. Nem tento!…

Ao regressar a casa da formação, quando se formava uma tempestade, ainda consegui filmar um pequeno vídeo cujo som me parece relaxante. O rio que nele se vê é o Mondego.

Espero que gostem. Vejam aqui.

 

 

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14 comentários sobre “Sons pelo Mondego

    1. Obrigado pela compreensão, Mia.
      É duro quando somos tapados para uma área. Mas tenho-me safado. É o que importa. Atendendo a que já tive fobia à condução, daquelas mesmo a sério, diagnosticadas por psiquiatra e que só de ouvir o motor trabalhar ficava com falta de ar e sentia nós na garganta…
      Como alguém com o mesmo problema nos pode ler, dêem tempo ao tempo. Vão conseguir, sobretudo quando a condução vos for essencial. Aqui, relatei de forma cómica aspetos dos quais até sinto alguma vergonha mas cheguei ao meu objetivo, sem qualquer acidente ou manobra perigosa. Notem que perdi quem me podia orientar. Como tal, nada como sorrir com os nossos disparates 😉

      Um abraço, Mia.

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  1. Bom, isso do óleo não é coisa para se ficar numa só viagem (depende da viagem, claro), uma mudança de óleo, caso o carro não o esteja a perder, dá seguramente para 8 mil km… mas deves andar atento, ficar sem óleo e ficar sem motor é um pequeno passo… sem óleo a junta da colaça é capaz de colar e ups… lá se foi…
    Existe uma vareta que te permite controlar esse nivel, vide Livro de Mecânica da voiture…. eheheh
    Relativamente aos estacionamentos tudo se resolve… procura os descampados que nunca há problemas. Acho que se tivesses levado o Jeep poderias ter exibido um vídeo muito mais emocionante, quiça, dentro do próprio Mondego. Está na hora de arriscar…
    Quanto às fotos… parecem-me muito bem… sítio bonito e seguramente relaxante…
    Aproveita a tarde de carnaval, pega no jeep, não no sentido literal da coisa se é que me entendes, e disfarça-te de “Elisabete Jacinto” e vai acelarar por esses montes fora…
    Um abraço e bom carnaval
    PS – Sugeri esse disfarce por ser o tipico disfarce lusitano, o homem disfarçado de mulher, com os pelos as furarem as meias de renda! (que visão do demo)

    Curtido por 1 pessoa

    1. Mr. White,
      Amanhã quando o meu mecânico vir o carro… Regra geral, mando mudar o óleo muito antes deste chegar ao limite. Pelas minhas contas, toda a viagem seria de 180km (ida e volta). Sinceramente, não sei o que fiz. Inclusive, nunca tinha reparado no algarismo extra na contagem dos km daquele papelinho no “coiso” dos piscas. Nunca mais repito a proeza. Mas, se tivesse feito o teste com a vareta e verificado que havia pouco óleo, não podia colocar outro por cima pois não? O anterior tem que ser totalmente retirado. O meu pai sabia fazer tudo isso. Eu também não…
      De jeep não conseguiria melhores fotografias, nesta ocasião. Estava a formar-se tempestade. 😦 Por estrada, o leito do rio não pode ser acompanhado porque a mesma está cortada. Razão desconhecida. Não fosse a tempestade, ainda tinha descido, a pé, até junto ao leito. Existem fragmentos interessantes: restos de casas com apenas uma parede, rochas com expressões muito interessantes, etc.
      Infelizmente, no próximo dia de formação, a passagem neste local será muito cedo e já noite :/ Buahhh Estou numa fase de frequentar formações creditadas que me roubam sábados.
      Grande abraço e obrigado pelas tuas dicas e paciência para com este burro.

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