Da Vontade das Mulheres

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A ler pois…

 

GRAVIDA-1

 

(…) Será sequer discutível a ideia de que as mulheres devem poder decidir iniciar uma gravidez com recurso às técnicas médicas existentes? A resposta a esta questão parece-me também simples e muito óbvia: não. Trata-se de respeitar a vontade de uma mulher – ou de duas mulheres. Talvez seja este o motivo para que esta seja a última discriminação a cair. Ao contrário da candidatura à adoção, onde a discriminação existente dizia respeito a casais de mulheres ou de homens, o acesso às técnicas de PMA diz respeito apenas a mulheres, nomeadamente a mulheres cuja vontade de serem mães pode não depender de homens. Que homofobia e sexismo andam a par, não é novidade. Que o machismo esteja tão profundamente enraizado talvez seja surpreendente.

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Paulo Jorge Vieira

GRAVIDA-1

Da vontade das mulheres

Amanhã será votado o alargamento do acesso às técnicas de procriação medicamente assistida a todas as mulheres.

Portugal está prestes a atingir o primeiro patamar da igualdade – aquele onde a posição perante a lei é exatamente a mesma para qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual ou de qualquer categoria de discriminação. Foram muitos os degraus para aqui chegarmos. Na semana passada, foi dado um passo fundamental com o alargamento do acesso à candidatura à adoção a todos os casais; amanhã será votado o alargamento do acesso às técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) a todas as mulheres.

Até hoje, Portugal escolheu proibir (e punir) o acesso de algumas mulheres – todas as que não estejam casadas ou unidas de facto com homens – a tratamentos de fertilidade e a técnicas tão simples quanto a inseminação artificial. Porquê limitar a…

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6 thoughts on “Da Vontade das Mulheres

  1. Finalmente! Não fazia sentido nenhum só deixarem casais “homem-mulher” recorrer a tratamentos de fertilidade. Toda a mulher tem o direito de ser mãe!

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    1. Também acho. Aliás, eu pensava que era possível :/
      Pena é um homem não poder engravidar pois nada me apetece casar, etc, etc, etc. Simplesmente não tenho vocação para casar. Fico com os meus alunos como filhotes que voam mais cedo.

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      1. Sim, eu sinceramente também pensava isso..
        Até porque eu e o meu marido começámos os tratamentos ainda solteiros e, apesar de vivermos juntos, não tínhamos comprovativos de nada. Assinámos um papel onde assumimos união de facto (e julgávamos que era apenas para proteção do hospital)..
        Quanto ao seu caso, quem sabe se não aprovam também barrigas de aluguer.. Ou então tem sempre a hipótese da adoção 🙂

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        1. Pondo-me no lugar da mulher, acho confuso não se criar um elo durante a gestação. Mas a ideia não é má.
          Por outro lado, há tanta gente que faz filhos apenas por gosto…

          Ai, esta possibilidade de o cancro visitar de novo a minha mãe está a assustar-me muito. Vejo-me só no mundo. A minha avó, doente de Alzheimer, já tem muitos anos. Quem tenho para além da minha mãe? Ninguém. E no contexto sociológico atual, é tão fácil estarmos sós!

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          1. Quando soube da minha doença mentalizei-me que pretendia adotar e dizia mesmo que “não queria filhos da ciência”, ou tinha um filho de forma normal ou adotava e pronto.. Só mudei de ideias quando me apaixonei a sério.. Pensando num futuro a dois fez despertar o relógio biológico e dar início aos tratamentos.. E a hipótese de adoção não está totalmente posta de lado para um segundo filho, veremos como corre a vida..
            Pois, não é fácil.. Lamento imenso o estado de saúde da sua mãe e fico a torcer para que seja apenas um falso alarme..

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