Artigo de José da Xã

Aida Muluneh

O desafio foi-me lançado pelo Paulo vai para umas semanas e correspondia a escrever algo sobre ele autor e respectivo blogue. A tarefa pareceu-me deveras complicada já que apenas conheço o Paulo através da blogosfera e de alguns mails particulares que trocámos.

Parece, à primeira vista, uma missão árdua porque costumo privilegiar aquele contacto olhos nos olhos e que muita gente não aprecia. Mas este amigo é um caso raro de honestidade, pura e dura. E sendo assim a minha missão tornou-se assaz fácil.

Mas acreditem que não venho aqui apregoar loas só porque fica bem. Tal como a minha “vítima” também sou sincero e não me escondo de nada. Por vezes, com alguns amargos de boca, mas faz parte da vida.

Deixemo-nos de palavreados baratos e passemos ao que realmente aqui me trás.

Do blogue

A mudança estética que Paulo operou parece ser mais condizente com a pessoa (que por acaso só agora percebi que está privado). A sua constante viagem ao passado, especialmente nas músicas é uma das suas características.

Também eu costumo ser um saudosista em relação à música da minha juventude, mas isso é apenas uma sensação, não uma filosofia de vida. E o Paulo usa essa prerrogativa como quisesse mesmo regressar a um passado longínquo. Será uma forma de expiação?

O blogue necessita de uma dinâmica diferente: mais actual, mais virada para a sociedade supersónica em que vivemos. Reconheço-lhe coragem na forma como aborda alguns assuntos polémicos, para não lhes chamar de tabus.

A escrita é escorreita e de grande qualidade.

Do autor

As verdades que nos foi dizendo levaram a ver em Paulo um homem carregando uma cruz (mesmo não tendo fé, como ele diz) demasiado pesada para uma pessoa só. E talvez seja aqui que reside a sua maior fraqueza: o de ter abdicado da sua própria vida pela família. Um gesto louvável de puro altruísmo mas que o tem vindo a marcar desde sempre.

O Paulo é realmente muito transparente, talvez demais! É por isso tempo de seres como o caracol e arranjares uma “casa” exclusivamente tua onde possas em liberdade ser tu mesmo, sem receios. E acima de tudo não podes estar constantemente exposto.

Defende-te homem! Porque se não o fizeres ninguém o fará por ti! Muitas vezes dizer a verdade aos outros pode tornar-se numa forma quase aliciante de expurgar as nossas raivas e mistérios. Mas nem sempre resulta!

Finalmente termino com uma frase que o meu avô costumava dizer: mais vale o que fica por dizer do que aquilo que se diz.

Pode ser uma boa máxima mas eu próprio nunca a soube cumprir.

Fonte: AQUI

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escrita

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