Conversas com Marguerite II

escrita

leitura 7

Ninguém vê. Ninguém sabe. O silêncio que nos atravessa pode ser devastador. Os pensamentos só nossos, ninguém os conhece e são tantos, tão diversos. É mesmo assim. Olhar índigo, respirar, resistir faz parte desse caminho. Fará mesmo? Mas até quando? Nunca nada muda? Mudará? A cela que nos prende poderá transmutar as suas cores. As mesmas cores, primárias e estáticas. Onde encontrar outras? Apenas na liberdade, na verdade. Mas, essas, ninguém as quer, ninguém as vê, e ninguém as sabe. Vivemos assim, sós, prisioneiros da verdade encoberta e não da verdade colorida…

Lefteris Kablianis (2015), Conversas com Marguerite. (livro a publicar)

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4 comentários sobre “Conversas com Marguerite II

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