O tempo na saúde

diário

Cuidados paliativos!…

Um serviço de “excelência” (leia-se, “mérito”), divulgado no programa 70 x 7, da RTP2, com parte da reportagem realizada aqui, em Santa Comba Dão, na USF Rio Dão. Um serviço que existe numa pequena cidade mas não no hospital distrital. Neste caso, o Hospital de São Teotónio – Viseu.

Um conjunto de afetos e tempo, que ao meu pai não assistiram, nos hospitais de Viseu e Coimbra, conhecido era, por nós, o seu destino. Quantos mais para além dele? Sim, porque estas palavras não procuram centralizar-se no meu familiar mas em todos aqueles que, à sua semelhança, foram e serão cobaias dos serviços onde não há tempo mas importa “testar”. Em nome da ciência ou para salvar futuras vidas? Não, não me parece. Afinal, o autotransplante da medula óssea não devia ter sido realizado. Mas nada como umas palavras meigas, para enganar o doente leigo, conhecedor de que apenas 2 cirurgiões, nas condições apresentadas, realizariam tal feito. Doente que admirava os professores. Presa fácil. Então, na voz meiga de mulher que perguntou afirmando: “É conhecedor das consequências!?… Pelo que podemos passar a assinar a documentação necessária.”

Sem tempo, sem palavras…

A única referência positiva: os enfermeiros dos HUC.

O manto negro não foi a morte. Pelo contrário, os dois últimos meses de vida.

A morte, essa chegou num manto branco, por forma a consigo levar as dores e sofrimento.

Sem tempo, sem palavras…

sei que há um fim blog

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