Acredita em magia?

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Assim se iniciou o primeiro desafio no primeiro dia do ano novo.

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Em virtude dos acontecimentos néscios dos últimos três anos, algo dolorosos, ao que acresce a crescente mágoa, falta de liberdade e amizade sentida há cinco, a resposta foi imediata: – “Não”!

Contudo, foram-me dados poderes especiais, tornando-me um ser místico. O que com eles farei, neste mundo inusitado e concomitantemente repleto de falsidade esboçada nas falsas máscaras? Curiosamente, dei por mim a pensar em ações que há uns bons anos atrás consideraria pedaços de culto religioso ou de pregadores da fé. Palavras de pessoas velhas cujo amanhã pode ser o fim. Terei crescido ou de mim se apoderou o medo do quanto é efémera a nossa vida terrena?

Queria poder iluminar os olhares e a esperança das crianças que estão internadas com doenças oncológicas, SIDA, entre muitas outras. Para tal, como nos filmes da Disney, bastaria utilizar uma varinha mágica ou se tal não fosse possível, à semelhança da Bíblia, como Jesus, o simples toque e olhar irradiariam definitivamente a doença. Se um adulto tanto sofre perante tais quadros clínicos e tratamentos, não consigo imaginar a dor de uma criança. Mas ainda recordo, em Trancoso, o olhar do N., a arder de febre, abandonado num hall, enquanto a mãe não chegava, a sua palidez, o abraço e os cateteres…Uma memória que ainda me acompanha e consome. Simplesmente porque uns são filhos da nobreza e outros da plebe (o mesmo se aplica, na generalidade das Escolas portuguesas na formação de turmas). Tanto se fala em escola inclusiva!… Duvido que algum dia consiga ser democrática.

A utilização dos meus poderes passaria por uma forte tempestade e diferentes fenómenos climáticos, capazes de aterrorizar qualquer humano. Num sono profundo, sentiriam tudo perder, a morte dos familiares, a passagem de todo um planeta a deserto, a destruição das restantes espécies animais,… Dada a força das capacidades dadas, ao acordarem, os sentimentos de inveja/ ganância e os desejos de poder, consumismo, destruição da natureza, entre outros, já não fariam parte da dimensão dos “novos” humanos.  Racismo e outras formas de xenofobia fariam parte do passado. Agora todos teriam um objetivo comum: salvar o planeta.

Também os idosos (ou velhos) ganhariam um novo estatuto na sociedade, à semelhança da etnia cigana. Eles seriam vistos como fontes de saber/experiência e não como objetos que estorvam, a abandonar numa rua qualquer. Escusado será dizer que os políticos sofreriam a queda do seu império. Para estes cargos passaria a ser necessário apresentar publicamente um currículo, no qual conste trabalho junto ao cidadão comum (o qual deve continuar enquanto no poder) e em outra instituição. Os salários dos políticos serão baixos por forma a assegurar que a intenção dos mesmos é apenas lutar pela pátria, sem corrupção.

Afinal, todos precisamos de magia.

Deixemos uma porta aberta ao amor ao próximo, afastemo-nos de quem nos quer mal, procuremos fazer o bem, enchendo os nossos corações com música e alegria. Talvez seja importante levarmos a cabo, pelo menos uma boa ação por dia. Vale a pena pensar nisto?

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