D2 – Carta à minha paixão

desafios, diário, escrita

Santa Comba Dão, 29 de março de 2013

Cara Paixão,

Nada pergunto a teu respeito porque o constrangimento que há entre nós ainda persiste. Quando te vejo, num ápice te esquivas. Por vezes, apareces mascarada de diferentes tons, o que, para mim, quase sempre é indecifrável. Consegues deixar-me com as mãos cheias de tantos nadas!…

Proibida, ou não, com tons de azul encharcas o meu olhar. As lágrimas confabulam a teu respeito. Mesmo assim, dolente, dou comigo embalado pelas tuas inúmeras verborreias. Alguns estados tornam-nos cegos e surdos perante as evidências.

Porém, consciente estou da minha culpa. Denoto uma expressão de acentuada rigidez, sem te estender a mão. Tenho vindo a abdicar da tua presença: tenho medo e o séquito das sombras é caótico!

Aqui me despeço. Quem sabe até um dia, num outro lugar, numa outra dimensão…

Abraço-te,

PVP

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8 thoughts on “D2 – Carta à minha paixão

  1. Eu pessoalmente não gosto nada de estar apaixonado,pois é um estado que me afasta dos amigos em geral e da vidaque me rodeia.Apenas aceito a paixão como um estado passageiro necessário para atingir o amor.

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