Quando o cancro bateu à minha porta

diário, escrita

Como se o esperasse, chegou assim leve e inesperadamente, sem qualquer autorização, fazendo parte, há anos, dos meus pesadelos.
Inusitadamente, aquele que parecia um tumor sebáceo no rosto, ao ser analisado, revelou-se maligno. A notícia recebi pelo meu pai, junto ao meio dia, num telefonema cheio de entrelinhas e entraves na voz. Procurei encarnar a nova personagem mas o nervosismo não o permitiu. 

Nela, minha mãe…


por Paulo Vasco Pereira
O tumor da minha mãe há 4 meses



Nos seus olhos, vejo as lágrimas retidas que não se libertam. Pedi-lhe para  chorar, gritar, partir o que há frente lhe aparecesse … Não o fez! 

O sofrimento não deve sufocar a alma.

Resta-nos colocar as máscaras, assumindo personagens fortes e resistentes. Em casa e na Escola.
 
Como nada acontece por acaso, novo e sinuoso caminho se impõe. Com força, ainda que escassa!

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6 comentários sobre “Quando o cancro bateu à minha porta

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