Lágrimas e o vento

diário
  
Lágrimas que partem com o vento e assim se dissipam entre tantas outras retidas no passado recente. Elas batem leve, ainda que fortemente. 
Encetam o meu forte medo de encarar a partida daquela que amo.
Faz-se vento…
Sente-se a chuva.
 
 
Da mesma forma que a doença se manifestou e agravou, séquitos sombrios perturbam a minha alma. O quanto endoideço procurando entender as teias familiares, episódios de uma novela que jamais pensei escritos e muito menos reais. Simultaneamente, procuro manter-me hirto, contra os vendavais: alunos mal intencionados existem, capazes de quase tudo para os pais colocarem contra os agentes educativos. Por outro lado, professores também existem, capazes de os apoiarem, sem ouvirem qualquer outra parte envolvida, apenas para se projetarem junto à direção. Que lhes importa o sofrimento alheio?
 
 
 Em mim, acentua-se a vontade da partida.
Aquela que apenas se faz com o vento…
 
 
Paulo Vasco Pereira em Cinfães, 13/01/2012

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