A lucidez do amor

fotografia
   Setembro de 1997. 

   Finalmente ia saborear os prazeres de viver sozinho, sem o controle tão indireto dos meus pais. Este tinha sido constante durante a minha licenciatura, na calma cidade de Viseu (esquivei-me apenas um fim de semana mas tive noites melhores que os dias de muitos, sem a qualquer droga recorrer).

   Manteigas foi-me destinada como a primeira vila na qual exerci a minha atividade docente. Curioso, no meu secundário, ao por lá passar , passeando de carro pela Serra da Estrela, pensei: -“Gostava de aqui dar aulas quando um dia for professor!”. 


   Separado das minhas origens pelo elevado maciço rochoso, deixei-me encantar. Ainda hoje assim me mantenho, enfeitiçado. Por lá continuaria, não fossem as estranhas colocações de professores.

   Não mais fiz um grupo de amigos como nos anos em que lá lecionei/ permaneci (1997/98 e 1999/2000) – amigos de verdade!-, adocei o saber científico com amostras no macrocosmos numa partilha real ou tive alunos que com o professor colaborassem em projectos. E o que dizer das tradições, da gastronomia e de toda aquela “natureza” repleta de doces cantos e murmúrios das sereias, tágides do Zêzere e do Mondego?…

   De um dos meus alunos em 97, no 7ºA – o Rui Perdiz -, um olhar encantador.

De Rui Perdiz (Manteigas)

De Rui Perdiz (Manteigas)

         Álbum Paisagens de Rui Perdiz 
 
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7 comentários sobre “A lucidez do amor

  1. Adorei a reflexão e também gostei imenso da fotografia. ^^ Sabes, gosto destas pequenas coisas simples. Umas flores e é quanto baste.Abraço. ^^

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  2. Manteigas tem para mim um encanto especial: ir descobrindo a terra, progressivamente enquanto se percorre aquela maravilha que é o Vale do Zêzere, depois as termas, a gastronomia (das melhores trutas que já comi) e principalmente porque ali vive uma Amiga muito, muito querida, a Lurdes, nos seus maravilhosos 85 anos e que me motiva algumas idas lá.

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  3. .. . de um p. para outro . na simplicidade certa . quanto baste . por.que ao bastar . basta …. [. grat.íssimo pela Tua presença . no aniversário terceiro do . intemporal . sem a qual . algo lhe teria certa.mente faltado .] …. abraço.te e desejo.te um bom domingo …

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