Amar vs desejar

escrita, opinião
Thème: Schizophrénie Paranoïde!  Tout est désordre dans ma Tête je suis perdu... Frederic Broyer

Thème: Schizophrénie Paranoïde!
Tout est désordre dans ma Tête je suis perdu…
Frederic Broyer

No espaço absurdo, que por vezes creio “intemporal”, a fusão dos corpos tende a ocultar a lascívia numa união há muito formalizada. Algumas sociedades apenas reconhecem direitos a ambos os cônjuges, caso estes passem por determinadas etapas legais. Religião e requisitos sociais são elementos inquestionáveis no processo.
Desta fusão, o ser humano desenvolveu a palavra “Amor”, vulgarizando-a.
A concepção de pecado não deixa de estar associada à união carnal, independentemente dos sexos, numa trajetória bíblica, também ligada à educação transmitida durante séculos, sobretudo após a revolução francesa, de acordo com Didier Dumas (2010).
Pelo casamento, muitos dos casais procuram obter a aceitação social por forma a poderem realizar uma vida a dois, em diferentes instâncias.
Porquê?
Para quê?
O tempo passa por todos nós deixando marcas. A Sexualidade muda com as suas – nossas décadas. O diálogo esquiva-se assim como a impreterível sedução/mistério. Existem ainda inúmeras situações nas quais um dos cônjuges esconde a sua verdadeira orientação sexual. E quantos outros exemplos…
Chove.
Os relâmpagos libertam a energia que induz um adeus, nem sempre fácil. Raramente descodificado no tempo e no espaço…
Em jeito de conclusão, o “Amor” cessa. Já o desejo pode persistir, alimentar ou dissipar-se.
© Paulo Vasco Pereira, Santa Comba Dão, 13/08/11 à 01h 50min
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16 comentários sobre “Amar vs desejar

  1. … de um p. para outro . .. res.salvo um texto bel.íssimo … e associo.me a ti … por.que sempre disse não ao pre.conceito … [.e estás bel.íssimo neste teu novo avatar. lembras.me um actor antigo. 🙂 .] … abraço.te …

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  2. Em relação à tua conclusão, pões o fim do amor precedendo as várias hipóteses sobre o sexo.Não será o inverso? O fim do sexo precedendo as várias (as mesmas) hipóteses sobre o amor?

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  3. João,obrigado pelas tuas questões. Que pena os portugueses não serem dados a este tipo de questionamentos/ reflexão até porque estou a tentar aprender a escrever de novo. Mas é pela discussão que evoluímos (saudades das aulas de Filosofia!). Tenho feito limpeza nos blogues da coluna "A ler" pois estou saturado dos que acumulam cópias e cópias do mesmo nada (embora tb eu esteja "um qs nada" pela falta de tempo e sentimento de "perseguição" lá na terrinha).Este post foi escrito a mediante proposta de uma amiga. Tive um pouco de cuidado na conclusão (que o não pretende ser), dada a presente fragilidade da senhora. Tive também de ponderar a utilização de palavrões por causa de alunos mais pequenos que aqui possam vir espreitar (embora duvide pois ler…). Todo o meu desenrolar (aquele que padece dentro de mim), é a prevalência da relação carnal porque o amor morre. A relação tem ou não continuidade de acordo com os valores sociais da sociedade onde o casal está integrado. E porque aqui me refiro a um caso específico, um dos elementos ama mas o outro não – limita-se a fornicar e extrair dividendos. Um dia surge a ruptura ficando, uma vez, mais o amor a perder.Abraço.

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  4. Adorei esta publicação.Tantas verdades reveladas de um forma tão única e quase tão simples… Quase…VOU FICAR POR CÁ.aBRAÇOhttp://www.rabiscosincertossaltoemceuaberto.blogspot.com/

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  5. Boa tarde, Paulo.Conheci o seu blog, pois vi comentário seu no "INTERIORIDADES", daí fiquei curiosa e quis conhecer-te.Gostei muito do seu blog.Parabéns!Quanto a esta postagem,o amor realmente tem de ser vivido sem preconceito, pois ele é lindo em si.Infelizmente sabemos, que o preconceito existe de todos os tipos, quer seja diferença de idade, nivel sócio-cultural, e por aí vai.Bom será quando conseguirmos viver o nosso amor, seja de que maneira ele se manifeste, sem a preocupação com a sociedade.Se não agredimos a ninguém, apenas amamos, o que importam as diferenças?Elas existem para serem respeitadas.Tudo é uma questão de escolha, e ser feliz, um dever!!!!!!!!!!!!Um beijo grande, e fique com Deus!Excelente semana!

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  6. o “Amor” cessa. Já o desejo pode persistir, alimentar ou dissipar-se.Copiei a conclusão. O amor é algo que se vive e cada um com as suas características.Parece-me que não muda muito mas que se vai transformando e adaptando com a idade.A concepção de amor e sexo está interligada. Penso que a segunda alimenta a primeira e daí resulta vida em plenitude.Sexo e pecado…xi mãesinha … nem quero falar…Se Deus se governasse pela cabeça dos homens que fazem as leis este mundo era um descalabro…Escreveu pouco mas com muito conteúdo e torna-se difícil resumir o comentário.

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  7. Luís,(fez-me sorrir!)sou do ramo científico mas com enorme vocação para o das humanidades. Daqueles que, no 9º ano se matriculou 14 vezes: 7 em científicos e 7 em humanidades. Tive que atender às saídas profissionais… Da orientação profissional, com a psicóloga também os resultados tinham sido 50% de vocação para letras e 50% para biologia/investigação.Nem imagina o que, de início, sofri, por muito escrever. Se me pediam qual era a enzima responsável pelo fenómeno x e eu começava por dizer o que era uma enzima de forma a contextualizar a minha resposta, … lá se iam uns valores, quando não tinha um traço por cima. Por isso, com grande dificuldade, deixei de ser o Paulo dos testamentos (acredite que foi tão difícil!!!). – de novo sorrio, com saudade de um tempo que nem sempre foi agradável pois muitas vezes era doloroso. O Prof. de Português, por exemplo, dizia que as minhas respostas eram exatamente como as pedidas na faculdade – e assim foi -, mas também tive o outro lado.Queria que amor e prazer-sexo estivessem interligadas. Mesmo que em simbiose. Claro que até certo ponto estão. Mas o prazer, o desejo carnal do humano tem prevalecido porque perdem-se os valores, o amor ao próximo. Se a pessoa que tanto amávamos tem uma doença ou outro problema de saúde, facilmente a abandonámos e somos socialmente aceites. Não tentamos outras formas de prazer, para além da penetração (neste momento penso nos portadores de cancro), recurso a acessórios sexuais ou à masturbação (que é algo tão natural mas ainda tão chocante!).Muito obrigado pela sua presença.Grande abraço.Paulo

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  8. Olá Paulo,Absolutamente de acordo no que diz respeito às etapas legais e religiosas que para muitos são indispensáveis para formalizar o amor. O amor não necessita de ser formalizado por questões legais / religiosas. Não é isso que o torna mais credível ou aceitável.Em relação ao "amor" e ao "desejo", mais uma vez também concordo que são totalmente distintos. Há quem formalize esse desejo, com o matrimónio, e há quem o viva espontaneamente. Creio mesmo que só deveria existir casamento quando existe amor.Abraço. ^^

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