E Agora Renato Seabra?… E Agora Portugal?

escrita, opinião
O crime

O crime

Portugal parou com o assassinato hediondo de Carlos Castro, cronista social, nos EUA, praticado pelo suposto namorado Renato Seabra.

Mas quem é Renato Seabra?

As únicas certezas, até à data: um jovem de 21 anos, finalista de um curso de Desporto da Universidade de Coimbra e que participou num concurso de moda da SIC, destinado a novos talentos.

Não me irei debruçar na diferença de idades ou na provável procura, por parte do jovem, de ascensão no mundo da moda. O mesmo farei em relação à suposta hipótese da atração do cronista por rapazes mais jovens, chegando mesmo a pagar por afecto e/ou prazer. Carlos Castro está morto e não se pode defender. Por outro lado, quantos quantos são os jovens que já não se perderam no sonho sem cometer qualquer homicídio?

Nesta vertente, todo o meu repúdio se centraliza nos pormenores do crime e na postura de grande parte da comunidade portuguesa no Facebook ou comentários de jornais virtuais. Perante uma discussão acesa, qualquer ser humano pode, involuntariamente causar a morte do seu interlocutor. Neste caso, como se não bastasse a agressão vil num cenário dantesco, Renato perfurou os olhos de Carlos com um saca rolhas e castrou-o. Antes, durante e provavelmente depois continuou a dar-lhe pontapés. Eis que, em determinado momento, decidiu tomar o seu duche. Vestiu o melhor fato e colocou, na porta da suite “Do not Disturb” . Passou 4 horas com o corpo no quarto. Confira os pormenores na notícia.

A ligação entre ambos teve início no Facebook, o que nos leva a reflectir acerca das mesmas, nesta e em outras redes sociais. No nosso país vive-se a sede pelo estrelato. Os pais não incentivam os filhos a estudar mas sim a encontrar um lugar ao sol, no meio televisivo, da moda ou música sem que os seus descendentes tenham adquirido mecanismos de defesa, formado a personalidade ou aprendido a reagir perante as várias frustrações e conflitos.

Contudo, os comentários que surgem em grande número nas redes sociais, por parte dos portugueses, são assustadoramente homofóbicos e simultaneamente reveladores de uma significativa falta de cultura. É possível ler-se, por exemplo: “Hajam muitos Renatos para que se acabe com toda a paneleiragem(…)”.  Questiono se tais “opiniões” infudamentadas não deveriam estar sujeitas a um moderador, sendo eliminadas. Afinal, estimulam a xenofobia, a homofobia, a vergonha em se ser português… Sim, porque o crime que ocorreu no seio de um casal homossexual independentemente das incertas orientações de Renato, o mesmo iria adquirir tamanhas dimensões num casal heterossexual. Urge explorar o carácter patológico do criminoso e contextualizar o seu Eu.

Para já, que este crime, ao estilo CSI, sirva para educar as nossas crianças/ jovens e intervir junto aos pais.

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