Não Anseies a Felicidade

diário, escrita

Antoine d’Agata 2012

Quantas vezes a observei, por momentos tenha admirado, mas tão raramente a consegui fotografar?

Estranho pois, ao olhar para um elemento, normalmente capto a sua alma. O meu 6.º sentido.

Existem seres sem alma?

Do seu olhar, uma mão de nadas, impenetrável e sem dimensão.

Dissemina cultura – aquela adquirida nos livros (frases feitas!), sem qualquer aplicação prática. Do seu interior brota arrogância, cinismo e o doce veneno delicadamente destilado.

Patologia? Não sinto a sua dimensão emocional. Não a percepciono!

Acredito que não exista qualquer felicidade no seu interior. Sobretudo, porque não é amada. Vive e alimenta-se da sua arrogância. Nada mais.

Nem todo o universo é infinito…

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