Do Sufoco

escrita, reflexão
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Os medos acentuaram-se naquela noite.
Do sufoco, o nó.
Do nó, a tágide.
Desta fragrâncias de dor ecoaram ao olhar.
Do sufoco, o nó.
A morte, em mistério
questionou.
Do sufoco, o nó.
O medo da perda
O medo da solidão
Do sufoco, o nó.
Do nó a certeza
estamos sós!

Um dia
A tágide
Do sufoco ao nó.

 

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2 comentários sobre “Do Sufoco

  1. Professor! Este poema está lindo. Que simplicidade e complexidade em tão poucas palavras. Gostei mesmo muito 🙂 (só não concordo com uma coisa! Enquanto tiver amigos não está só!) beijinho grande

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  2. Minha doce Andreia li este teu comentário rodeado de alunos dos Percursos Alternativos, como nos vossos tempos, na sala de directores de turma. Não sou poeta nem sei escrever poesia. Mas conseguiste interpretar (sinto-o) muito do que escondo nas entrelinhas.
    Estas palavras foram tecidas após saber que a irmã de um aluno da minha direcção de turma faleceu, num violento acidente rodoviário. Apenas um aluno, numa mensagem pelo Hi5 me alertou para o sucedido. Mas já era noite e eu, em casa, sem contactos dos pais dele nada podia fazer… Que sentimento de incapacidade, impotência, …
    Na procura de algum alívio da alma soltaram-se estas palavras.
    Grande beijo.

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