Fruto Insípido

diário, escrita

Uma ideia de carnaval
Talvez continue na procura de um nada acorrentado pela persistência dos ramos da árvore que um dia me suportaram.


Olho-te, mas em mim o sentimento de amar ou o redutor sentido carnal assimilam instâncias cujo prazer é ultrapassado pela dor de um dia distante e presente na memória.

Folheio, docemente, as páginas do livro amarrotadas pelo passar do tempo. Ao lado, um sopro vazio de tudo e de nadas: o vento fez-se sentir. Observo-te.

O impossível transforma-se no todo. O fruto, banhado pela doce brisa, afasta-se.

E assim, outro dia, outra memória, outro fruto.

Talvez!…

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8 comentários sobre “Fruto Insípido

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