Talvez porque…

diário


O cão jaz na estrada, derrotado não pelo vento mas por uma força motora superior, monitorizada por um humano. Dele, quase metade encontra-se em carne viva, interrompendo e cessando assim o seu ciclo de vida. O sangue ainda não é muito perceptível. Por entre vómitos, sinto repúdio pelo regime alimentar da maioria dos humanos, onde me incluo. Ao longe percepciono guerras do passado e presente. Se é tão doloroso ver um cão atropelado há pouco tempo, como será ver uma pessoa agredida ou morta por um humano?
De leve, a insatisfação de uma outra semana toma as rédeas.
Aquele amargo sentir: “aqui é que eu não pertenço!”.

Talvez apenas esteja bem onde não estou. Mas a emoção parece não querer deixar de dominar a razão.

Prendo-me ao passado. Ao folhear, pouco de novo encontro nas linhas do livro da vida. Trata-se de uma prisão que dura há muito.

E assim, questiono:

– Sim, escrevo-te para…

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