Encosta-te a mim – mesmo que no silêncio

diário, escrita

Neste dia de Sol, a mágoa absorveu os meus dizeres. Recordo o passado que se esquivou, à semelhança de tantos outros, que foram partindo com o passar de um tempo que um dia não agarrei.

As lágrimas teimam em não cair, queimando parte da minha alma insípida e turva. Vivo rodeado do nada mas sinto-o. O “Todo” parece não fazer sentido já que é intenso e vivido. O palhaço que durante os dias da semana se apodera de mim insiste em não querer despertar.

Próximos estão os dias sem cor. Distantes, aqueles que me deram a mão quando naquele mundo mergulhei. E assim, sem conseguir pegar na faca ou nas cápsulas capazes de ditar o não à existência, permaneço no absurdo, que jaz em mim, com todas as dimensões e saliências incrustadas. Os caminhos não têm rumo, a falsidade impera, a solidão preenche-me e em Ti, a eterna ausência.

Quando penso ter-te encontrado, eis que termino sempre só. Sem cor, alicerce ou fragrância.

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