Se existes eu não sei

diário

Cansado é um sentir que se esbate em mim, há uns meses.
Ultrapassei a fase  “turn to stone, loose my faith and I’ll be gone” e agora procuro encontrar aquele alguém, que embora diferente, penso que exista. Mas confesso, duvido. Não estou nas minhas melhores fases; a minha expressão facial e o olhar assim o ditam. Estas são algumas das consequências das relações – amizades, pela internet.

Passando ao plano real, quando te conheci, após os 5 minutos de cordialidade e olhar, seguiu-se a humilhação. Talvez pelo teu estatuto. Não me envergonho da minha origem humilde. Sim, no meu 2.º ano de curso quase passei fome e no último ano usei, durante certo período, calças com remendos. Sim, é verdade. Não roubei nem os meus pais o fizeram. Circunstâncias da vida ditaram o desemprego de ambos, em simultâneo, em tempos cujas actuais ajudas não existiam e mal soube procurar as que existiam. “Um coitado“ não sou. Sou uma pessoa como tantas outras que felizmente já conseguiu ajudar algumas, o que me dá muito prazer. Certo é nem sempre sabe cuidar de si ou escolher os melhores caminhos a seguir.

Disseste ter gostado muito do meu olhar, rosto e corpo. Algo que já tinhas referido mas que não deixo de considerar estranho pois o meu corpo que em nada obedecer à norma. Outro e contrário séquito de palavras se seguiu, fruto de quem nunca lutou por conseguir nada na vida, vive da política e/ou casou por interesse e não por amor. Não me derrubaste, acredita, apesar das frases: “pareces transexual”, “a tua voz é a de um puto de 15 anos”, “o quanto demonstras a tua inteligência é irritante”, “os teus maneirismos, forma de vestir e falar são formas de repúdio”…

SP o quanto me alertaste…

Pela internet circulam pessoas maquiavélicas.
Não procuram amizade mas sexo efémero. Não vivem em harmonia com o seu Eu e neste caso, a estas características associaram-se, as evidências de um inusitado e sádico narcisismo. Estranhos prazeres!
Não descrevo os desejos íntimos deste “ser”: “vícios privados, públicas virtudes” . Tudo não passa de uma farsa, por entre desejos carnais e o não sentir das fragrâncias.

Sim, eu sei.

Tu não existes!

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