Não compreendo…

diário
Quis ser professor por vocação. Em mim, os jovens adolescentes depositam grande confiança e afecto. Sei-me capaz de estabelecer uma relação pedagógica. Por outro lado, por vezes, sou dotado do dom da ajuda, acalmando espíritos instáveis.
Naquele ser, tantas vezes rotulado como “mal educado”, descobri que é agredido, pela mãe, nos joelhos, com um pau (esta foi a sua prenda de anos), a fome ( a qual procura esconder pautada pela inexistência do pequeno almoço e merendas da manhã e tarde), o sentimento da ausência de um pai desconhecido (embora já falecido mas pela mãe abnegado), o querer fugir de casa…
Este pré-adolescente, desde que me conhece, vê em mim o pai que não tem e queria ter. Quantas vezes o disse!… Até à minha Amiga Carla chama de “mãezinha”…
Agarrado ao meu braço, fazendo mimos no meu rosto, durante a visita de estudo, com algo de novo e intenso se deparou: a maldade do ser humano! Uma professora aproximou-se e disse:
-”O que é isso tão agarradinhos? Assim não pode ser!”
Respondi: -”O E. passou por momentos difíceis e precisa de carinho.”
-”Mas assim Paulo, as pessoas falam….”
A incompreensão por parte destes espíritos levianos revolta-me. Certamente pensam que sou pedófilo ou serei chamado de tal. Pessoas religiosas  e praticantes. Mas não consta, da Bíblia “Vinde a mim as crianças(…)”? Repudio este tipo de seres.
Sempre que podia, durante o dia, este pré-adolescente sem afectos corria para o meu braço e agarrava-o com força. Alunos que marcam.
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