Burnout in Visão

Burnout in Visão

Fechado, sem luz ou sonoridades, pareço passear, uma vez mais, pelo mundo do abismo.

Com o telemóvel desligado durante o dia, apenas há pouco tive coragem para o ligar. Sete chamadas não atendidas da Escola. Apenas uma mensagem escrita fria: “é favor entrar em contacto com a Escola”.
Aquele nó de outrora, na laringe, volta a fazer-se sentir, parecendo não me deixar respirar. Os dias que deviam ser de descanso são de eterna ansiedade, pautada por toneladas de chocolate. Há que elaborar os objectivos, para a avaliação docente, nos quais me posso afundar e, na pior das hipóteses, num futuro breve, vir a ser despedido (Será? Não compreendo o que dizem. Devo ouvi-los?). A relação pedagógica – aquela que se estende fora da sala de aula – não é avaliada. Importantes são os aspectos queer, como intervir nas festas, perdão, actividades extra-curriculares, e passeios. O mesmo se aplica à submissão perante os eleitos, deuses queridos ou inusitados status intemporais, de inquieta competência; e não emanar opiniões divergentes das chefias ou órgãos do poder central.
O nojo invade o meu corpo, da mesma forma que a acne  preenche o meu rosto.
Sinto dor. 
Os banhos já não são momentos de prazer.
Afinal nada sou mas sei que um dia fui alguém…
Anúncios
diário

Deixe a sua opinião.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s