Aquela luz

diário, escrita
Nada é eterno.
sem título nem ref ao fotografo

 
 
A perfeição não existe e as relações humanas são solventes divergentes de certas condições humanas.
-“A vida é injusta, Dr. Paulo.” – escuto na fragilidade dos momentos de pura introspecção, sempre que o “Ser é aquilo que não pode deixar de Ser”.
Toda a luz deixa de brilhar. Estruturas químicas e físicas, impacientes, impedem o renascer do momento que um dia se consagrou.
De facto aquela relação não tinha sentido para começar. Assim, para quê tentar alimentar a passividade da intolerância do meu espírito, face a tudo aquilo que me sitia e sufoca? “Love hurts” mas o que dizer de tudo aquilo que nasce do desejo carnal, sem qualquer sentido metafórico ou sonhador?
Assim é a vida…
Consegui dizer “não”! Até há poucos anos atrás, esta era uma das minhas maiores dificuldades. E assim, regressei ao reino do chocolate, no qual o calor humano está numa substância química que faz parte deste pedaço de manjar dos deuses.
Aquela luz não tinha a intensidade de que preciso. Para quê criar estruturas de puro lirismo, em redor do nada? Demagogia social?
Nem sempre, durante um dia, se faz luz… 
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