O Meu Fantasma

diário, reflexão

O meu fantasma voltou. Com ele, a sua chama intensa, cruel, proibitiva de qualquer devaneio. 

Continuo a querer chorar mas não consigo.
Procuro explicações para o que parece lógico a tantos outros, mas para mim não o é.
A diferença, aquela que a ninguém parece limitar-me em todos os horizontes. Em todas as frentes. Não sei viver. 
Como todo o ser humano, preciso de amor mas não o encontro. Esquiva-se entre as linhas que teço, os medos e as fugas. Estou certo que não me esqueceu. Talvez não faça parte das folhas do livro da minha vida. E assim, sigo só.
Hoje, sinto a intensidade da minha tristeza. Devo chamar-lhe solidão? Peço aos deuses para que não se trate de nova recaída depressiva. Por favor!!! Os amigos estão distantes. A distância é um factor sempre presente. Como posso-me sentir feliz?
Projectos de vida?…
Não gosto de viver. Na verdade nunca gostei, o que aliás já escrevi e disse. De nada me importa aqueles que condenam a minha escrita, dado me expor. Pelo menos, não uso máscaras…
Gosto da diferença!

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