Conheci a Sida – AIDS

diário

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Com ela sempre mantive uma relação pedagógica focalizando-a, desde o início da minha carreira docente nos conteúdos de Educação Sexual. Mesmo quando diziam que era proibido.

Ainda me recordo de ter praticamente todos os professores do departamento contra as minhas ideias, ser considerado “pornográfico” (saberiam o significado da palavra?), ousado, excêntrico… Consciente desse espírito algo rebelde pensei conseguir mudar mentalidades.
Dúbio, com o decorrer dos tempos, adoptei a posição de alguns que afirmam que “a Sida é uma doença de comportamentos”. Desta forma, quem os não manifestar não tem que se preocupar sendo o cancro uma doença muito mais preocupante. Como posso ter sido tão ignorante??? Um dia, a sida bateu-me à porta, com os seus sintomas.
Como mente aberta que sou, aproveitei essa ocasião única de dor para aprender. Com quantos (as) seropositivos nos cruzamos, no nosso quotidiano, sem que estes/estas saibam ser portadores (as) da doença? A quantas pessoas transmitem o vírus?…
Uma teia difícil de quebrar.
Conheci uma Sida já manifestada, de forma dolorosa.
De repente começamos a perder as nossas capacidades, até mesmo em alguns dos domínios do comportamento adaptativo.
Desta vez despedi-me da Sida e percebi a veracidade dos números dados na tv. A luta tem que continuar e a Educação Sexual é impreterível. Afinal, quantos sabem o significado de “sexualidade”, de acordo com a OMS? Certo é que ter estado com a Sida me enriqueceu como pessoa e professor.
Paulo, 24/11/2006
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