As cobras, na vida dela

diário, reflexão
Decidi namorar a noite, com um passeio no qual pude beijar algumas gotas de chuva.

Subitamente, de um café, saiu uma mulher, ainda nova, que se dirigiu a mim, dizendo:
– Sabe, a minha casa está cheia de cobras, no Verão. E agora está lá uma cobra.

 

Desviei o olhar.
Na verdade não consegui perceber se estava perante um caso de alcoolismo ou droga. Excluí a hipótese de doença mental por cobardia. Se assim fosse, no café álcool tinham-lhe dado a beber.
A alucinação da sr.ª em questão, certamente não lhe permitia ver a realidade.

 

Como sempre, nestes casos, há quem adore alimentar os vícios para se regozijar com “as tristezas” dos outros.

 

Penso que devia existir uma lei que punisse quem vendesse bebidas alcoólicas a drogados (na dimensão mais ampla e específica da palavra) e doentes que não requerem lupa para detectar que algo se passa de errado.

 

Não senti pena.

 

Ter pena é não gostar de alguém!
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5 comentários sobre “As cobras, na vida dela

  1. Também eu demorei muito a entender esta expressão quando tinha 19 anos. É de Kundera, em “A Insustentável Leveza do Ser”. Li e voltei a ler vezes sem conta. Até que entendi.
    Quantas vezes dizemos “Coitadinho!” ou “Que pena!”? Se realmente gostássemos dessa pessoa, agíamos ao invés de de nos destacarmos perante os outros.

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