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Pó by Darko

música portuguesa, poema

O desalento de uma perda. Tendo como metáfora o amor,  reflete a tristeza no olhar de uma nação que vê transfiguradas as suas expetativas e os seus sonhos.

é um dueto intenso sobre perda e desencanto interpretado com Mafalda Arnauth.

 

Desembaraço o tempo e o espaço que se ergueu em mim
Regaço laço que me desertou liberto assim
Quimera espera que eu agora não posso mentir
Pudera, era eu que sabia fingir fugir

Corramos para a praça da desgraça e contemplemos só
O que reduzimos a pó

Concupiscências, referências de outro corpo nu
Distância e emergência de que talvez sejas tu
Recordo quando acordo o teu adeus que não escrevi
Eu tento sonhar quando não adormeci

Decora a hora em que eu não vou saber gostar de ti

By Darko

Assista, AQUI à minha versão preferida, ao vivo.

 

Fotografia – Darko FB

Uma história de … Amor

reflexão

Nos nossos dias, a ganância, o egocentrismo, o autofilismo e tantas outras dimensões do ser humano sobrepõem-se aos sentimentos e valores mais nobres. Para quê? Tudo podia ser mais fácil…

 

Dá-me um abraço

música, música portuguesa

De Miguel Gameiro

Dá-me um abraço que seja forte

E me conforte a cada canto

Não digas nada que o nada é tanto

E eu não me importo

.. ..

Dá-me um abraço fica por perto

Neste aperto tão pouco espaço

Não quero mais nada, só o silêncio

Do teu abraço

.. ..

Já me perdi sem rumo certo

Já me venci pelo cansaço

E estando longe, estive tão perto

Do teu abraço

.. ..

Dá-me um abraço que me desperte

E me aperte sem me apertar

Que eu já estou perto abre os teus braços

Quando eu chegar

.. ..

É nesse abraço que eu descanso

Esse espaço que me sossega

E quando possas dá-me outro abraço

Só um não chega

.. ..

Já me perdi sem rumo certo

Já me venci pelo cansaço

E estando longe, estive tão perto

Do teu abraço
.. ..

Já me perdi sem rumo certo

Já me venci pelo cansaço

E estando longe, estive tão perto

Do teu abraço

.. ..

E estando longe, estive tão perto

Do teu abraço

 

A refletir

reflexão

mensagens-de-pesames

A noite passada

música portuguesa

 

 

Lua da Célia Roque

Lua Cheia by Célia Roque

Poema de Sérgio Godinho

 

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas “sou gaivota e fui sereia”
ri-me de ti “então porque não voas?”
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho “olá”,
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste “ainda bem que voltaste”